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Técnicos pesquisam comportamento social por meio do Facebook

Cientistas de dados do Facebook têm atraído minuciosamente público para a realização de experiências 

Clayton Neves Publicado em 30/06/2015, às 14h08

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Cientistas de dados do Facebook têm atraído minuciosamente público para a realização de experiências 

Você deve ter notado que na última semana o Facebook se tornou um espetáculo colorido após a decisão da Suprema Corte dos EUA, que determinu na sexta-feira, a constitucionalidade do casamento homossexual.

Sobrepondo as suas fotos de perfil com um filtro de arco-íris , os usuários da Rede social começaram a celebrar de uma forma que não vimos há algum tempo. Mais do que 1 milhão de pessoas mudaram o seu perfil nas primeiras poucas horas, de acordo com o porta-voz so Facebook, William Nevius, e o número continua a crescer .

De acordo com um estudo publicado no The Atlantic, todos esses acontecimentos levantam uma séria questão. Seria tudo isso um método do próprio Facebook para estudar o perfil de seus usuários? Cientistas de dados do Facebook têm atraído minuciosamente público para a realização de experiências em seus usuários: rastreando seus humores e comportamento.

Além das análises de humor por exemplo, o Facebook também quer entender movimentos sociais online. Tanto que, em março, eles publicaram um estudo em que analisavam que fatores comportamentais poderiam prever o apoio de uma pessoa ao casamento gay. Na época, foram usados dados de uma campanha de 2013 que usou, como símbolo, o igual vermelho com o mesmo propósito: pessoas mudaram sua foto de perfil para essa imagem.

Mas qual é a vantagem de se analisar isso? Basicamente, entender se e como grupos podem se organizar online e, coletivamente, afetar movimentos sociais.

E aí, mudar a imagem de perfil funciona? Essa é a pergunta que acadêmicos se fazem desde 2009, quando o Twitter permitiu que seus perfis ficassem verdes e que a sua localização fosse alterada para Teerã, como sinal de apoio aos protestantes iranianos. Muita gente criticou a ação, como uma forma nada efetiva de ocidentais terem suas fantasias sobre a realidade no Irã, aquela história de ‘ativismo de sofá’ – uma forma de manifestação ‘preguiçosa’ que não teria valor político real. 

Mas dificilmente podemos dizer o mesmo da campanha da última semana. Colocar um arco-íris na foto de perfil, mesmo na sociedade brasileira, supostamente mais liberal, é assumir um risco. 

Jornal Midiamax