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Adolescentes que bebem demais podem sofrer danos cerebrais, diz estudo

A pesquisa consistiu em expor ratos jovens de laboratório a quantidades altas de álcool

Midiamax Publicado em 27/04/2015, às 23h17

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A pesquisa consistiu em expor ratos jovens de laboratório a quantidades altas de álcool

Adolescentes que bebem demais podem ter mudanças permanentes em áreas do cérebro que controlam o aprendizado e a memória. É o que aponta um estudo liderado pela pesquisadora Mary-Louise Risher, na Universidade Duke, nos Estados Unidos. A pesquisa comprovou o efeito que a exposição ao álcool em cérebros ainda não totalmente desenvolvidos pode causar no hipocampo.

“Os jovens precisam entender que até pelo menos os 25 anos, o álcool, em excesso, pode ter efeitos duradouros nas funções cognitivas e na memória”, afirmou a pesquisadora ao site “Daily Mail”. Segundo o estudo, o álcool, em excesso, pode ainda atrasar a maturidade emocional dos jovens. 

A pesquisa consistiu em expor ratos jovens de laboratório a quantidades altas de álcool. Depois, eles deixaram de receber doses de álcool e se tornaram adultos, o que, para ratos, significa esperar um período de 24 a 29 dias. Os pesquisadores aplicaram estímulos elétricos no hipocampo dos ratos para medir um mecanismo celular chamado Potenciação de Longa Duração (LTP, na sigla em inglês).

Dessa forma, eles puderam verificar como estavam as sinapses cerebrais, ou seja, as conexões entre os neurônios. O hipocampo é a área responsável pela memória e aprendizado no cérebro.

O resultado intrigou os pesquisadores: havia uma alta produção de LTP, o que, em tese, deixaria os ratos “mais inteligentes”, ou seja, produzindo mais sinapses. Porém, eles perceberam que ao produzir muito essa substância, o cérebro auto-regula e deixa de produzi-la por um período. O circuito fica saturado, ou seja, o animal deixa de aprender. Para o aprendizado, o cérebro precisa de um equilíbrio entre excitação e inibição, e qualquer anormalidade afeta a cognição. Os pesquisadores descobriram ainda que a produção desigual de LTP, causada pela exposição excessiva ao álcool, causou mudanças estruturais em células nervosas. 

Jornal Midiamax