Secretária nega que prefeitura de MS vá oferecer tratamento precoce contra a Covid-19

Elaine Cristina Furio, secretária de Saúde de Três Lagoas, afirma que adoção do tratamento precoce depende da avaliação do médico

Humberto Marques Publicado em 11/05/2021, às 18h21

Fármacos como a cloroquina e a ivermectina são usados em tratamento precoce, mas pesquisas confirmam sua ineficácia contra a Covid-19
Fármacos como a cloroquina e a ivermectina são usados em tratamento precoce, mas pesquisas confirmam sua ineficácia contra a Covid-19 - PMTL/Divulgação

Elaine Cristina Ferrari Furio, secretária municipal de Saúde de Três Lagoas –a 338 km de Campo Grande– veio a público nesta terça-feira (11) para desmentir um boato de que a prefeitura iria oferecer o tratamento precoce aos pacientes de Covid-19. Segundo ela, a decisão de fornecer determinados medicamentos para tratar à doença fica à critério da avaliação médica.

“De um lado, temos médicos que acreditam que tratar precocemente os sintomas do paciente irá diminuir a replicação viral. De outro, temos médicos que não acreditam neste tipo de tratamento e tratam a Covid-19 como uma doença de evolução benigna, e em média 80% dos casos possuem boa evolução. O mesmo acontece com os pacientes, alguns querem mais medicamentos, não querem sair das unidades apenas com a receita de um remédio, enquanto outros acham que não precisam utilizar vários fármacos”, disse a secretária.

Elaine frisou que, antes de qualquer ação, é preciso ressaltar que a Covid-19 é uma doença nova, com estudos a respeito ainda elaborados. Autoridades médicas mundiais descartam a existência de um tratamento precoce realmente eficiente contra o novo coronavírus, utilizando-se de medicamentos como a cloroquina e a ivermectina –no primeiro caso, estudos não apontam eficácia; no segundo, a própria fabricante não recomenda o uso contra a Covid.

A SMS de Três Lagoas organizou seu fluxo de tratamento pelos 4 centros de Covid-19 no município, nas unidades de saúde São Carlos, Santa Luzia, Vila Nova e Vila Alegre. Nos locais há profissionais que acreditam neste tipo de tratamento para os sintomas.

“Nós respeitamos os médicos que acreditam e prescrevem segundo a sua avaliação, e nós também respeitamos os profissionais que, segundo avaliação, julgam não ser necessário. O que precisamos é respeitar toda avaliação médica”, finalizou.

Jornal Midiamax