Apreendidos com presos, celulares que antes seriam destruídos agora vão para alunos da rede pública

Objetivo é garantir conexão aos estudantes para aulas remotas

Renan Nucci Publicado em 01/06/2021, às 14h24

Celulares apreendidos em unidades penais foram restaurados e doados a estudantes
Celulares apreendidos em unidades penais foram restaurados e doados a estudantes - Divulgação/Agepen

Estudantes da rede pública, em situação de vulnerabilidade, vão receber 114 aparelhos de telefone celular apreendidos com presos do regime aberto e semiaberto de Campo Grande. Os dispositivos, antes usados por criminosos, agora serão mais uma ferramenta para ajudar os alunos durante as aulas em caráter remoto, por causa da pandemia do coronavírus (Covid-19).

Na tarde de segunda-feira (31), foi realizada a doação dos celulares na sede da Recicle (Associação dos Recicladores de Lixo Eletrônico). Inicialmente, serão beneficiados estudantes matriculados em escolas que foram reformadas por presos no âmbito do projeto “Revitalizando a Educação com Liberdade”, desenvolvido pelo TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul).

Foi feita também a destruição de 144 aparelhos recuperados que foram classificados como inservíveis. Outros 247 já consertados serão também repassados para as demais instituições de ensino contempladas com o projeto, totalizando a doação de 395 celulares. Tais aparelhos são resultantes das apreensões nos estabelecimentos penais.

Antes da pandemia, eram levados diretamente para destruição. Porém, diante diante da necessidade de muitos estudantes da rede pública, que sofrem com a falta de comunicação com as escolas, como também de falta de acesso à internet, uma parceria do TJMS, Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário), SED (Secretaria de Estado de Educação) e da Recicle, foi possível recuperar os aparelhos.

As quatro instituições contempladas foram as escolas Zélia Quevedo Chaves, Lino Villachá, Teotônio Vilela e Aracy Eudociak. Cada instituição recebeu 37 celulares que serão repassados aos alunos que apresentam mais necessidade de comunicação. O próximo passo é fornecer um chip para que os alunos possam utilizá-los, por isso, as escolas estão promovendo campanhas entre professores e a comunidade para ajudá-los.

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