Bombeiros dizem não ter sobreviventes no prédio que caiu em SP

Restos mortais foram achados nos escombros na quarta-feira
| 10/05/2018
- 18:29
Bombeiros dizem não ter sobreviventes no prédio que caiu em SP

Após dez dias desde o desabamento do prédio Wilton Paes de Almeida, no Largo do Paissandu, centro de São Paulo, os bombeiros ainda trabalham nas buscas por desaparecidos nos escombros. Contudo, diferente do começo da semana, quando os bombeiros afirmaram que havia possibilidades de encontrar sobreviventes, agora não há muitas esperanças de que alguém esteja vivo.

De acordo com o G1, a declaração de que será difícil achar pessoas com vida em meio aos escombros foi dada no final da manhã desta quinta-feira (10), depois que as buscas chegaram ao segundo e último subsolo em um dos pontos de escavação.

Marcos Palumbo, capitão e porta-voz do Corpo de Bombeiros, explica que não há possibilidade de se encontrar sobreviventes porque as estruturas estão comprimidas. “Não tivemos, em nenhum momento, desde esses últimos dois, três dias, algum ponto ou local de célula de sobrevivência. Estão todos muito compactados os escombros não havendo nenhuma possibilidade de vida humana”, declarou o capitão.

A equipe de busca continua trabalhando no subsolo, mas ainda não foram encontrados corpos ou qualquer indício de vítimas ali, apenas de o local também abrigava pessoas. “Existiam muitas roupas, fogões, geladeiras que estavam completamente contorcidos”, disse Palumbo.

No final da noite de quarta-feira (9), as buscas tiveram que ser suspensas porque foi encontrado um cabo energizado no subsolo. Os bombeiros e a concessionária de energia elétrica passaram parte da madrugada analisando um modo de remover ou cortar o cabo de luz, que representava risco à equipe de resgate. O trabalho foi retomado duas horas depois.

Também na quarta-feira, com a ajuda de uma cadela farejadora, os bombeiros ainda acharam ossos humanos nos entulhos do prédio e, segundo IML (Instituto Médico Legal), são restos mortais de um adulto e duas crianças, contudo não foi possível identificar o sexo e a estrutura das vítimas.

Com informações do G1

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