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Banco Central prevê estouro da meta da inflação e recuo de 3,5% do PIB em 2016

Previsões apontam segundo ano consecutivo de encolhimento do PIB

Joaquim Padilha Publicado em 31/03/2016, às 14h30

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Previsões apontam segundo ano consecutivo de encolhimento do PIB

Em relatório da inflação do primeiro trimestre deste ano, divulgado nesta quinta-feira (31), o Banco Central (BC) relatou que há uma chance de 55% a 65% de estouro da meta de inflação estabelecida para 2016. A inflação, com teto para este ano em 6,5%, deve ficar entre 6,6% e 6,9%, estourando o estabelecido. A inflação oficial do país é medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

O Banco Central ainda afirmou no relatório que o Produto Interno Bruto (PIB) do país, resultado da soma de todos os bens de consumo e serviços produzidos nacionalmente, deve sofrer um recuo de 3,5%. Se essa previsão se confirmar, será o segundo ano de recessão do PIB, após recuo de 3,8% em 2015 – maior queda em 25 anos. Esse episódio de encolhimento do PIB por dois  anos consecutivos seria o primeiro registrado desde 1948.

 A justificativa para esse encolhimento do Produto Interno Bruto, dada no início do ano, apontou questões extraeconômicas, como a desconfiança do mercado internacional no Brasil após as denúncias da Operação Lava-Jato, e os impactos negativos na produção de minério de ferro a partir do desastre ambiental da Samarco e Vale.  Em 2015, a inflação também estourou a meta estabelecida, chegando à 10,67%, maior taxa registrada desde 2002. Em dezembro do ano passado, o Banco Central havia previsto um recuo de 1,8% do PIB e uma inflação de 6,2%.

Essas estimativas, apesar de altas, ainda são mais otimistas do que as feitas pelo mercado. Pesquisa da autoridade monetária (BC) realizada na semana passada com 100 analistas de bancos brasileiros, apontou previsões do mercado de uma inflação em 7,31% e um encolhimento do PIB em 3,66%. 

Para tentar controlar a inflação, o Banco Central utiliza o controle das taxas básicas de juros. Essas taxas encontram-se atualmente em 14,25%, uma das mais elevadas a níveis mundiais. A consequência desse aumento das taxas é um maior controle do crédito e do consumo, porém os juros elevados diminuem as perspectivas de crescimento da economia.

Jornal Midiamax