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Vozes das ruas de Paris defendem união e liberdade

A movimentação começou na praça da República, onde jovens passaram a subir no monumento de Marianne

Diego Alves Publicado em 11/01/2015, às 20h52

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A movimentação começou na praça da República, onde jovens passaram a subir no monumento de Marianne

Longe das autoridades de diferentes correntes partidárias e de chefes de Estado do mundo todo, liberdade era a palavra mais ouvida entre a população francesa. Em um país que declarou a República há mais de 225 anos, o ataque ao semanário Charlie Hebdo – que deixou 12 mortos – motivou uma massa de cerca de 4 milhões de pessoas que se abarrotaram nas ruas de Paris para defender um de seus principais valores, a liberdade de expressão.

A movimentação começou na praça da República, onde jovens passaram a subir no monumento de Marianne, figura que representa a república francesa, onde estão grafadas as palavras Liberdade, Igualdade e Fraternidade. Bandeiras da França foram levantadas no monumento e receberam a companhia de símbolos de outros países.

“Charlie, Charlie” era um dos gritos dos presentes, até que passaram a cantar “La Marseillaise”, hino nacional francês. Numerosos, os cartazes ‘Je Suis Charlie’ (na tradução ‘Eu Sou Charlie’) se espalharam por toda a praça e arredores. Nas ruas mais próximas da République, era impossível se mover enquanto a caminhada não começava.

A caminhada, que foi iniciada pelo presidente da França, François Hollande, e outros líderes mundiais, como Angela Merkel (Alemanha), David Cameron (Reino Unido). Também estiveram presentes diferentes correntes políticas da França, da a direita, com Nicolas Sarkozy, até a extrema-exquerda, com Jean-Luc Mélanchon.

A imensa mobilização passou pela Bastilha e terminou na praça da Nação, onde familiares das vítimas foram recebidos com silêncio e aplauso. Depois, o hino francês foi novamente entoado pela multidão, uma marcha que antes pregava a guerra, agora prega a união e a paz entre os povos.

A presença massiva demonstrou também uma afirmação dos franceses em defesa da nação, em vez de expressar o medo ao terror. Nas ruas, a principal defesa da voz das ruas era pela livre expressão e pela liberdade de culto, como relatam os manifestantes.

Jornal Midiamax