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Na Grande Sinagoga de Paris, líderes mundiais realizam cerimônia pelas vítimas de terroris

A cerimônia na Grande Sinagoga acontece após uma marcha pelas ruas de Paris 

Diego Alves Publicado em 11/01/2015, às 22h44

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A cerimônia na Grande Sinagoga acontece após uma marcha pelas ruas de Paris 

O presidente francês François Hollande e o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, chegaram na Grande Sinagoga de Paris, por volta das 19h30 (horário local), para uma cerimônia em homenagem às vítimas de uma série de ataques terroristas em toda a cidade, incluindo um sequestro em um mercado de produtos judaicos, na última sexta-feira.

Centenas de pessoas, entre mais de 50 chefes de Estado e de instituições internacionais, foram ao evento na região central de Paris. A Grande Sinagoga da cidade chegou a fechar suas portas antes da celebração do Shabbat, na noite de sexta-feira, por medo de atentados a seus frequentadores.

Essa foi a primeira vez, desde a Segunda Guerra Mundial, que a Grande Sinagoga, um ponto histórico da cidade de Paris, esteve fechada durante o Shabbat.

A cerimônia na Grande Sinagoga acontece após uma marcha pelas ruas de Paris que reuniu mais de 1 milhão de pessoas, além de dezenas de líderes mundiais, inclusive estadistas muçulmanos e judeus de braços dados, em uma manifestação que está sendo considerada a maior da França contemporânea, com a intenção de prestar uma homenagem às vítimas de ataques terroristas islâmicos. Em toda a França, mais de 4 milhões foram às ruas, sengundo o jornal “Le Monde”, também para mostrar apoio à liberdade de expressão.

Em um discurso contundente na sinagoga, Netanyahu agradeceu à França por tomar uma posição firme contra o anti-semitismo e contra o terrorismo.

O primeiro-ministro condenou o islamismo radical, mas destacou que os ataques desta semana, que tiraram a vida de 17 pessoas, foram realizados por extremistas.

– Isso não diz respeito a todo o Islã. Estamos falando sobre os fundamentalistas radicais: os grupos Hamas, Boko Haram, Al-Qaeda, Estado Islâmico… São todos o mesmo mal. Eles querem atacar a cultura ocidental e os valores de liberdade do ocidente – afirmou Netanyahu.

Ele prestou suas condolências às famílias das vítimas mortas nos ataques ao jornal “Charlie Hebdo” e a um supermercado de produtos kosher na capital francesa.

– Chega de terror – frisou, acrescentando que Israel tem enfrentado ameaças semelhantes desde a sua criação. – Durante anos temos lutado contra o terrorismo. Somos um povo antigo e orgulhoso. Vamos superar isso.

Jornal Midiamax