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MST/MS se reúne com INCRA e define planejamento de ações para 2015

Após o bloqueio de três rodovias federais na última segunda-feira (6)

Diego Alves Publicado em 07/01/2015, às 22h49

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Após o bloqueio de três rodovias federais na última segunda-feira (6)

Após o bloqueio de três rodovias federais na última segunda-feira (6), representantes de todas as áreas dos assentamentos e acampamentos do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra de Mato Grosso do Sul (MST/MS), passaram o dia todo, nesta quarta-feira (7), reunidos com a equipe do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária de Mato Grosso do Sul (Incra/MS) para planejar um calendário de ações para 2015.

De acordo com Jonas Carlos da Conceição, representante do MST/MS na direção nacional do movimento, a reunião foi boa para esclarecer dúvidas e dar encaminhamentos importantes em prol da Reforma Agrária em MS.

“Foi uma reunião longa, mas ainda não esgotamos os pontos de pauta, porém conseguimos definir minimamente um calendário de visitas nas áreas pelo INCRA e tomamos conhecimento de como está as vistorias nas áreas de Reforma Agrária e como o órgão está lindando com as questões jurídicas de liberação para que este ano tenhamos mais famílias assentadas em MS”, disse.

Jonas Carlos explicou que a principal batalha em prol da restruturação do INCRA em MS continua. “Mais uma vez, após essa reunião, ficou claro que o contingente do Instituto não consegue atender a demanda da Reforma Agrária e do atendimento aos assentamentos em nosso Estado. Temos mais de três mil acampados, só do MST, fora os outros companheiros de outros movimentos, 52 assentamentos, também do movimento e apenas 163 servidores na ativa, que não dão conta de toda a demanda, além da falta de infraestrutura. Portanto nossa luta pela restruturação do órgão continua, isso inclui a batalha por concurso público para mais contratações para o Instituto em MS”, afirma.

O dirigente afirmou ainda que a luta continua sempre. “Com a situação de sucateamento do órgão responsável pela Reforma Agrária, com a falta de clareza de metas por parte do Governo Federal a certeza de que temos é que a batalha continua e que nós, enquanto movimento de luta, continuaremos nossas ações, protestando e exigindo os nossos direitos”, explica.

Para Marina Ricardo Nunes, que também é representante do MST/MS na direção nacional do movimento, a reunião serviu para esclarecer a situação da Reforma Agrária para todos os militantes do movimento.

“Com a presença dos representantes das áreas a nossa militância fica a par de questões de extrema importância para a nossa luta. Por exemplo, os acampados ficam a par de como está o processo das áreas para a Reforma Agrária e os assentados ficam por dentro de como estão o andamento de programas federais de fomentos para a produção, habitação e estruturação”, conclui.

Marina disse que após essa reunião a deliberação é montar um grupo específico que acompanhará as ações do INCRA, que ficaram definidas nessa reunião e também irá articular outras reuniões em prol da Reforma Agrária em MS.

Os pontos debatidos na reunião foram: liberação de orçamento e capacidade operacional do INCRA, a questão de vistorias das terras para a Reforma Agrária em MS, créditos, habitação, estradas, energia elétrica e água nos assentamentos. Além, de questões específicas de cada área.

O deputado estadual eleito, João Grandão (PT), acompanhou a reunião e se comprometeu, dentro do seu mandato a lutar pelas questões dos povos da terra.

Jornal Midiamax