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Jovens protestam em audiência de julgamento e são repreendidos pelo juiz

O juiz Itabaiana anunciou que irá remeter ao Ministério Público pedido para que respondam pelo crime de desacato

Diego Alves Publicado em 13/01/2015, às 00h21

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O juiz Itabaiana anunciou que irá remeter ao Ministério Público pedido para que respondam pelo crime de desacato

Um protesto de jovens, durante audiência de julgamento, no Rio de Janeiro, sobre os 23 ativistas que respondem a processo por associação criminosa, decorrente das manifestações iniciadas em junho de 2013 e, principalmente, contra a Copa do Mundo no ano passado, foi repreendido pelo juiz Flávio Itabaiana, da 27ª Vara Criminal da Capital, que preside o caso.

Durante a audiência, os réus Leonardo Fortine, Rafael de Barros Caruso, Shirlene Feitosa, Rebeca Martins, Igor D’Ycarahy e Felipe Proença fizeram uma saudação em pé, com os punhos cerrados, gritando “não passarão”, assim que outros réus, Fábio Raposo Barbosa e Caio Silva de Souza, que estão presos, chegaram à sala de audiências.

O juiz Itabaiana anunciou que irá remeter ao Ministério Público pedido para que respondam pelo crime de desacato. As rés Elisa Quadros Pinto Sanzi (Sininho) e Karlayne Morais Pinheiro (Moa), que tiveram as prisões pedidas, por participaram de um ato pacífico na Cinelândia, estão foragidas.

Foram ouvidos o delegado Alessandro Thiers, titular da Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática, e o inspetor Ulysses Pourchet, que chefiou a equipe responsável pelas interceptações telefônicas feitas pelos réus. Outras 17 testemunhas de defesa foram arroladas para depor.

O delegado sustentou que a convocação dos réus para as manifestações eram organizadas nas redes sociais e negou ingerência política do governo do estado durante as investigações. O inspetor Pourchet citou a professora universitária Camila Jourdan, uma das rés, como dona da casa que servia de ponto de encontro e oficina para a confecção de artefatos para serem usados nas manifestações.

O advogado Marino D’Icarahy, que defende 11 dos acusados, classificou de farsa o processo montado contra os jovens. “Pouco a pouco está sendo desmontada esta farsa. Nossa principal tese é que isto é uma farsa. E já deu para ter uma ideia da fragilidade do que eles montaram aqui. Há uma clara manipulação da informação policial”, disse ele. A representante do Ministério Público não quis conversar com a reportagem.

Jornal Midiamax