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Pais de alunos denunciam ao MPE falta de transporte escolar em assentamento de Aquidauana

Mais de 250 alunos da zona rural estão impossibilitados de frequentar a escola devido a suspensão do serviço de transporte escolar

Arquivo Publicado em 05/09/2012, às 11h38

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Mais de 250 alunos da zona rural estão impossibilitados de frequentar a escola devido a suspensão do serviço de transporte escolar

Por falta de transporte escolar, mais de 250 alunos que moram em assentamentos em Cipolândia – distrito de Aquidauana – estão deixando de frequentar as aulas. Por conta disso, 50 pais foram até o Ministério Público denunciar a situação e protestar contra o descaso da prefeitura contra essas crianças e adolescentes. De acordo com o presidente da Associação de Moradores, Heber Prado de Melo, o serviço já vinha sendo feito de forma irregular, mas agora foi suspenso “de uma vez”. A empresa GWA Transportes informou aos moradores que parou as atividades porque não recebe pelo serviço há alguns meses.

Moradores dos assentamentos Indaiá I, II, III e IV, e demais localidades rurais do distrito de Cipolândia, reclamam da falta de atenção com as crianças e jovens, uma vez que a interrupção dos oito ônibus que faziam o transporte escolar vai prejudicar o desempenho de mais de 250 estudantes. A distância do assentamento até a escola Ada Moreira Barros, em Aquidauana é de cerca de 30 km.

Ernestina Vilela Medina de Oliveira, que é mãe de uma aluna, está preocupada com a possibilidade de sua filha perder o ano letivo. “As aulas não pararam. Minha filha está matriculada, mas não tem como ir e isso com certeza prejudica o futuro dela. Como que eu vou cobrar notas boas se ela não esta tendo um ensino digno?”, destacou.

Já Antônio Cavacanti teve que mudar para a cidade para que seu filho pudesse ter frequência em sala de aula. “As crianças levantam de madrugada, andam dois, três quilômetros pra chegar até o ponto do ônibus e na maioria das vezes voltam para casa porque o ônibus não passou. Quando vem o ônibus, não tem hora certa também, o motorista que faz a hora. E agora parou tudo de vez”, contou.

O protesto passou ainda em frente a Câmara Municipal e Secretaria Municipal de Educação. Sem o transporte escolar as crianças não tem alternativa. A reportagem tentou entrar em contato com o prefeito de Aquidauana, Fauzi Suleiman (PMDB), mas não obteve resposta. O promotor José Maurício Albuquerque também não foi encontrado, mas a informação é de que ele vai acionar a prefeitura.

Segundo informações dos pais que foram recebidos pelo secretário de educação, Ordalino Cunha, “a prefeitura está vendo outra empresa”. Ordalino teria dito ainda que há dois meses o pagamento da GWA está atrasado. O proprietário da GWA, Adilson Osiro também não foi encontrado.

Jornal Midiamax