Sem Categoria

Médicos de MS não aderem a paralisação, mas divulgam nota de repúdio nas redes sociais

Diferente da paralisação nacional em diversas cidades, que já prevê o adiamento de 40 mil consultas em todo o país nesta terça-feira (12), os médicos de Campo Grande não aderiram à paralisação nacional e decidiram se manifestar apenas pelas redes sociais, através da divulgação de uma nota de repúdio à Medida Provisória 568/2012, que pretende […]

Arquivo Publicado em 12/06/2012, às 15h25

None

Diferente da paralisação nacional em diversas cidades, que já prevê o adiamento de 40 mil consultas em todo o país nesta terça-feira (12), os médicos de Campo Grande não aderiram à paralisação nacional e decidiram se manifestar apenas pelas redes sociais, através da divulgação de uma nota de repúdio à Medida Provisória 568/2012, que pretende reduzir em 50% o salário dos médicos e outras categorias do serviço público federal, ativos e inativos.


Em nota, o Sinmed/MS (Sindicato dos Médicos de Mato Grosso do Sul) e o CRM/MS (Conselho Regional de Medicina) afirma que “a medida representa um retrocesso nas relações de trabalho no país, pois além de reduzir salários, também corta valores pagos por insalubridade e periculosidade, além de criar o VPNI (Vantagem Pessoal Normalmente Identificada), para compensar as perdas, inviabiliza o recebimento de gratificações e progressões previstas.


O prejuízo da medida, segundo consta na nota, é para ao menos 48 mil médicos vinculados ao serviço público federal do país, gerando graves consequências à população. A categoria pede ainda um aumento no orçamento da saúde, uma carreira de Estado para médicos do SUS (Sistema Único de Saúde), remuneração adequada e condições de trabalho mais dignas.


Segundo a assessoria de comunicação do Sinmed/MS (Sindicato dos Médicos de Mato Grosso do Sul), os profissionais do Estado afirmam que o atendimento à população já é precário e por isso não querem prejudicar ainda mais os pacientes, por isso decidiram não aderir ao movimento, que poderá se tornar uma greve a partir do que for decidido em assembléias realizadas ainda hoje.

Jornal Midiamax