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Mais um dique se rompe no norte fluminense; 50 famílias poderão ser atingidas

Após fortes chuvas, mais um dique se rompeu no norte do Estado do Rio de Janeiro no início da noite deste domingo (8), desta vez no bairro Outeiro, nomunicípio de Cardoso Moreira. O rompimento, segundo o secretário de Defesa Civil de Campos dos Goytacazes, Henrique Oliveira, poderá afetar cerca de 50 famílias. O dique compromete […]

Arquivo Publicado em 09/01/2012, às 00h29

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Após fortes chuvas, mais um dique se rompeu no norte do Estado do Rio de Janeiro no início da noite deste domingo (8), desta vez no bairro Outeiro, nomunicípio de Cardoso Moreira. O rompimento, segundo o secretário de Defesa Civil de Campos dos Goytacazes, Henrique Oliveira, poderá afetar cerca de 50 famílias.

O dique compromete a ligação com o bairro de Três Vendas, em Campos, que também foi afetado com o rompimento de um dique – em um trecho da BR-356 -na última quinta-feira (5). “Há ainda outras estradas vicinais que ligam os dois municípios, mas essas duas eram as principais depois da BR-356”, explicou o subsecretário.
O “Dique do Pontal”, segundo informou Oliveira, fica próximo a uma fazenda. “O proprietário nos chamou, mas já era tarde. Quando chegamos ao local o dique havia explodido. Cinquenta famílias precisam retiradas” diz o secretário.

A inundação, conforme prevê Oliveira, não será rápida, e deve se dar como em Três Vendas, antes de chegar às casas, a água deve alagar um pasto. “Mesmo que a inundação não seja assim tão rápida vamos dar suporte na retirada de famílias, ainda hoje vamos encaminhar para as tendas da Defesa Civil cerca de dez delas e amanhã completar a retirada das demais famílias. Esperamos que água inunde as casas e a altura das águas seja semelhante à de Três Vendas” afirma o secretário.

Após este rompimento, o secretário afirma que a cidade volta ao seu estado de alerta máximo. Segundo ele, as possibilidade de chuvas ainda é grande. “Cerca de 40 agentes da defesa civil estão de prontidão para trabalhar nestas localidades, também temos assistentes sociais acompanhando as situações nos abrigos e cadastrando as famílias, distribui alimentos, material de limpeza e água potável” saliente Oliveira.

Italva, cidade vizinha a Campos, também no norte fluminense, está com 60% do seu território tomado pelas águas, em entrevista à Agência Brasil, o prefeito da cidade Joelson Soares, disse que se continuar a chover pode decretar estado de calamidade pública na cidade.

Nível dos Rios Ururaí e Paraíba do Sul sobem novamente

O secretário municipal de defesa civil de Campos, Henrique Oliveira, informou no início da noite deste domingo (8), a reportagem do UOL que a forte chuva da noite de ontem sábado (7), novamente provocou o aumento do nível do Rio Muriaé que banha toda região norte e noroeste do estado do Rio de Janeiro. O Rio Paraíba do Sul também já subiu 9,22 centímetros e a previsão e de subir ainda mais nas próximas horas.

Segundo o secretário, há previsão de muita chuva para este domingo em toda região e a situação pode ser agravar ainda mais, principalmente, porque em muitas cidades da região sudeste chove bastante e boa parte dessa água vai desembocar na cabeceira do Rio Paraíba do Sul. A Defesa Civil vai continuar fazendo a medição de hora em hora e manter-se em alerta máxima.

“Nas últimas horas, o Rio Ururaí, também na região de Campos voltou a subir e já encontra na cota de 3.40 metros, sendo que a cota para transbordar e de 3.80. A situação está preocupante, temos que acompanhar essa evolução, estamos em alerta” diz o secretário.
A prefeita de Campos, Rosinha Garotinho, faz apelo a moradores de Três Vendas: “O tempo de sair é agora” diz. Ela fez esse pedido no final da tarde deste domingo (8), para as 500 famílias de Três Vendas que ainda insistem em permanecer em cima das lajes, apesar de a todo instante serem orientadas a irem para os abrigos municipais.

Rosinha Garotinho permanece na Secretaria Municipal de Defesa Civil, onde acompanha o trabalho desenvolvido pelas equipes nas localidades atingidas pelas chuvas. “A previsão é de mais chuva para Campos. Sem contar que nossos rios ainda não receberam as águas das chuvas que caíram nas últimas horas, em Minas Gerais, por exemplo. O perigo é grande, porque essas casas onde as pessoas estão em cima das lajes, também podem sofrer danos, porque estão com seus alicerces dentro d’água. Pedimos que as pessoas saiam imediatamente e, para isso, estamos dando todo o apoio”, afirma Rosinha.

Técnicos da secretaria da Defesa Civil explicam que, por enquanto, os barcos ainda estão podendo levar alimentos a essas famílias. Mas, caso chova como o previsto, até o socorro feito as famílias pode ser comprometido, porque, como está sendo feito através de barcos, eles podem encher e assim tornar impossível o trabalho.

Jornal Midiamax