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Ingressos caros esvaziarão Pacaembu contra o Nacional

Majoração dos preços não deixará estádio lotar. Com apenas 28,5 mil vendidos, bilhetes agora só por R$ 200, R$ 300 e R$ 500

Arquivo Publicado em 07/03/2012, às 12h43

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Majoração dos preços não deixará estádio lotar. Com apenas 28,5 mil vendidos, bilhetes agora só por R$ 200, R$ 300 e R$ 500

O Corinthians faz seu primeiro jogo como mandante na Libertadores nesta quarta-feira (7), contra o Nacional (PAR). A expectativa da torcida é enorme, mas o Pacaembu não estará lotado. O valor dos ingressos é a causa de a torcida não repetir o que fez na campanha do pentacampeonato, quando esgotou a carga total em toda reta final.


Com a intenção de aumentar a arrecadação, o clube resolveu repetir os valores cobrados diante do Tolima (COL) no ano passado – na ocasião, foram pouco mais de 26 mil pagantes. A fraca presença de público não serviu de exemplo e, assim como ocorreu daquela vez, a equipe não terá o apoio de um Pacaembu lotado.


A última parcial apontou vendidos cerca de 28,5 mil dos cerca de 35 mil que normalmente são colocados à venda. Após os 28 mil comprados pela internet, por meio do Fiel Torcedor, as bilheterias foram abertas. Mas a quantidade de torcedores atrás dos setores disponíveis foi pequena e cerca de 500 bilhetes foram vendidos sábado, segunda e terça-feira.


Com os populares (R$ 50) esgotados pelos sócios-torcedores, sobraram apenas três setores para a Fiel, ao custo de R$ 200 (Cadeira Especial Laranja), R$ 300 (Numerada) e R$ 500, correspondente ao VIP. A procura, como não poderia ser diferente, foi fraca.


O Lancenet tentou ouvir o gerente de marketing Caio Campos, que não respondeu a mensagem enviada pela reportagem via celular (SMS). O mesmo ocorreu com Lucio Blanco, supervisor de arrecadação do clube. O único que falou sobre o assunto foi Roberto de Andrade, diretor de futebol, que explicou o motivo que fez o clube cobrar.


“Apenas pensamos em manter o mesmo valor cobrado no ano passado, sem aumentar”, afirmou o dirigente, que ainda tem esperança.


“Vamos aguardar até a hora do jogo, quem sabe não lota…estamos abertos à discussão”, completou, deixando no ar a possibilidade de o clube repensar os valores pedidos.


Jornal Midiamax