Terremoto de 7,3 graus renova lembrança da tragédia de março no Japão

Um terremoto de 7,3 graus na escala Richter atingiu neste domingo (10), sem causar danos, a mesma área arrasada pelo forte tremor de 11 de março no Japão. A Agência Meteorológica do Japão considerou o tremor uma réplica do terremoto de março. O novo tremor ocorreu às 9h57 de hoje (21h57 de sábado, no horário […]

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Um terremoto de 7,3 graus na escala Richter atingiu neste domingo (10), sem causar danos, a mesma área arrasada pelo forte tremor de 11 de março no Japão. A Agência Meteorológica do Japão considerou o tremor uma réplica do terremoto de março.

O novo tremor ocorreu às 9h57 de hoje (21h57 de sábado, no horário de Brasília) com epicentro no mar a 180 km do litoral da Província de Miyagi (nordeste) e a 34 km de profundidade.

O abalo renovou a lembrança da tragédia nas províncias de Miyagi, Iwate e Fukushima. Minutos após o abalo foi declarado alerta de tsunami para os moradores de áreas próximas ao litoral e às desembocaduras dos rios para que procurassem às regiões elevadas. Desta vez, no entanto, o tsunami foi pequeno, com ondas de 10 cm nas províncias de Miyagi e Fukushima e no porto de Ofunato, em Iwate, e o alerta foi retirado menos de duas horas após o terremoto, sem registro de danos.

Embora de pequena magnitude, o tsunami deste domingo foi o primeiro desde 11 de março no Japão. Nos últimos quatro meses, o país sofreu 6 terremotos superiores a 7 graus, mais de 100 com magnitude maior do que 6 graus e outros 500 superiores a 5 graus na escala Richter.

Um porta-voz da Agência Meteorológica advertiu que ainda podem ocorrer réplicas de magnitude superior a 7 e espera-se que ainda sejam frequentes tremores entre 3 e 5 graus, e insistiu na necessidade de vigilância contínua.

Custos e obras

Aos esforços para levantar infraestruturas, casas e outras instalações, com custos calculados em R$ 312,6 bilhões (140 bilhões de euros), soma-se a luta para controlar a central de Fukushima Daiichi, foco da pior crise nuclear em 25 anos.

O terremoto deste domingo fez com que os técnicos da planta tivessem de ser temporariamente levados para áreas altas pelo alerta de tsunami, mas não ocorreram novas anomalias nas instalações, como informou a Agência de Segurança Nuclear do Japão.

Também não foram detectadas incidências na vizinha central de Fukushima Daiini, paralisada desde 11 de março, nem na planta de Onagawa, situada no litoral de Miyagi.

As réplicas dificultaram desde o início os trabalhos dos operários que tentam esfriar os reatores 1, 2 e 3 de Fukushima Daiichi, cujos sistemas de refrigeração foram danificados pelo tsunami de março.

Entre as prioridades está colocar em funcionamento o sistema de descontaminação das toneladas de água radioativa acumuladas na central, para que a mesma possa ser utilizada para refrigerar os reatores.

O dispositivo de limpeza de água começou a operar há uma semana, mas neste domingo teve de ser interrompido novamente após a descoberta de um vazamento de produtos químicos injetados no sistema.

Segundo a Tepco (Tokyo Electro Power), operadora da central, calcula-se que até agora escaparam à superfície 50 litros, mas que a empresa garante não ser tóxico.

O sistema para reciclar a água radioativa é vital para resfriar os reatores da planta, que TEPCO espera levar ao estado de “parada fria” até janeiro de 2012.

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