A Federação de Futebol de Mato Grosso do Sul foi o último local alvo de buscas da Operação Cartão Vermelho, deflagrada nesta terça-feira (21) contra grupo liderado por Francisco Cezário, presidente há 28 anos do órgão máximo do esporte no Estado.

Isso porque o funcionário que abriu o local também era um dos alvos. Agentes do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) estiveram na casa dele esta manhã.

A Federação só foi aberta por volta das 9h40. Antes, o Gaeco deixou dois agentes no local impedindo a entrada de demais funcionários.

Operação na Federação de Futebol

Operação Cartão Vermelho, deflagrada pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) na manhã desta terça-feira (21), identificou desvios de mais de R$ 6 milhões.

Conforme informações do Gaeco, o grupo liderado por Francisco Cezário realizava pequenos saques de até R$ 5 mil para não chamar atenção dos órgãos de controle. Foram identificados desvios que superaram os R$ 6 milhões de setembro de 2018 a fevereiro de 2023.

Mais de R$ 800 mil foram apreendidos, inclusive em notas de dólar somente durante o cumprimento dos mandados nesta terça-feira, além de revólver e munições.

Assim, os valores eram distribuídos entre os integrantes da organização criminosa. O esquema se estendia também a outras empresas que recebiam altas quantias da federação. Assim, parte dos valores era devolvida ‘por fora’ ao grupo.

A organização criminosa também possuía um esquema de desvio de diárias dos hotéis pagos pelo Estado de MS em jogos do Campeonato Estadual de Futebol.

Equipes do Gaeco cumpriram 7 mandados de prisão preventiva, além de 14 mandados de busca e apreensão em Campo Grande, Dourados e Três Lagoas.

Conforme o Gaeco, o nome da operação faz alusão ao instrumento utilizado pelos árbitros para expulsar os jogadores que cometem faltas graves durante as partidas de futebol.