Marcelo Mitsuo Ezoe Pereira teve o pedido de liberdade provisória negado pela Justiça, após ser alvo de busca e apreensão e de mandado de prisão preventiva na Operação Cartão Vermelho, do Gaeco, no dia 22 de maio.

A defesa de Mitsuo tentou alegar que o ex-servidor da Prefeitura de Campo Grande é réu primário e tem endereço fixo. Segundo a investigação do Gaeco, Marcelo recebeu recebeu R$ 523.551,00 mil entre os anos de 2018 e 2022. Os valores saíram do caixa da FFMS (Federação de Futebol de Mato Grosso do Sul).

As conclusões da investigação do Gaeco a respeito dos desvios da federação de futebol comandada por Francisco Cezário, contudo, mostram que Marcelo Mitsuo não tinha vínculo formal com a federação de futebol, ou seja, não prestava serviços e nem tinha relações com a instituição.

Segundo apurado pelo Jornal Midiamax, o Juiz Marcio Alexandre Wust também negou a liberdade aos demais presos. Apenas Francisco Cezário foi liberado para cumprir prisão domiciliar com uso de tornozeleira eletrônica.

Marcelo foi exonerado da Secretaria Municipal de Gestão, em publicação na edição extra do Diogrande (Diário Oficial de Campo Grande) de 22 de maio.

Operação Cartão Vermelho

Conforme informações do Gaeco, o grupo liderado por Francisco Cezário realizava pequenos saques de até R$ 5 mil para não chamar atenção dos órgãos de controle. Com isso, de setembro de 2018 a fevereiro de 2023, foram identificados desvios que superaram os R$ 6 milhões.

Contudo, somente durante o cumprimento dos mandados nesta terça-feira foram apreendidos mais de R$ 800 mil, inclusive em notas de dólar. Revólver e munições também foram apreendidos.

Esses valores eram distribuídos entre os integrantes da organização criminosa. O esquema se estendia também a outras empresas que recebiam altas quantias da federação. Assim, parte dos valores era devolvida ‘por fora’ ao grupo.

Além disso, a organização criminosa também possuía um esquema de desvio de diárias dos hotéis pagos pelo Estado de MS em jogos do Campeonato Estadual de Futebol.

Confira todos os alvos da operação Cartão Vermelho

  • Jamiro Rodrigues de Oliveira, vice-presidente da FFMS;
  • Marco Antônio Tavares, vice-presidente e coordenador de competições da federação, que também consta como presidente da Federação de Tênis de Mesa;
  • Aparecido Alves Pereira, delegado de jogos da FFMS;
  • Rudson Bogarim Barbosa que, em publicação do site da entidade, em 2022, constava como gerente da TI da FFMS;
  • Marcelo Mitsuo Ezoe Pereira;
  • Francisco Carlos Pereira
  • Umberto Alves Pereira;
  • Valdir Alves Pereira;
  • Francisca Rosa de Oliveira;
  • Marco Antônio de Araújo;
  • Patrícia Gomes Araújo.