Ex-corregedor do Detran-MS flagrado em vídeo, delegado assume coordenadoria da Acadepol

Fernando Villa de Paula assume função até o término do Curso de Formação Policial
| 24/03/2022
- 09:08
Ex-corregedor do Detran-MS flagrado em vídeo, delegado assume coordenadoria da Acadepol
Delegado assume Coordenadoria da Acadepol - Assessoria, Divulgação

O delegado Fernando Villa de Paula, ex-corregedor de trânsito que foi filmado dizendo que denúncia do sobre irregularidades no departamento eram para “fod**” as empresas'', assumiu a Coordenadoria de Planejamento e Orientação Pedagógica da da Polícia Civil.

De acordo com a publicação no Diário Oficial do Estado desta quinta-feira (24), Fernando está lotado no Departamento de Polícia Especializada e assume a Coordenadoria sem prejuízo de suas funções habituais.

A designação tem validade a contar de 21 deste mês, até o término do Curso de Formação Policial. A portaria é assinada pelo delegado-geral da Polícia Civil, Roberto Gurgel.

Relembre o caso

Fernando foi dispensado do Detran em 1º de abril de 2019, após ter sido filmado sem saber, em agosto de 2018, dizendo que as ilegalidades cometidas pelo Departamento podem ser tratadas como "montagens para 'fod**' as empresas".

Ele era o chefe da corregedoria de trânsito do Detran-MS e se referiu aos vídeos de vistorias totalmente irregulares flagradas em empresas credenciadas pelo órgão. Uma das atribuições do cargo é justamente receber e investigar denúncias.

Um denunciante gravou sobre falhas no sistema de inspeção veicular em MS, o servidor público não esconde a irritação por causa dos sucessivos casos flagrados e denunciados. 

No vídeo, Fernando Villa falava alto, gesticulava, usava termos agressivos e chegou, em determinado momento, a dizer ao cidadão que tenta ajudar: ‘não tem problema nenhum em te colocar em cana’.

Depois do vídeo vir à tona, em agosto de 2018, a Polícia Civil e Sejusp (Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública) divulgaram nota dizendo que investigaram o caso e o Detran o afastou do cargo oito meses depois. Na época, ele foi substituído por Maria de Lourdes Cano.

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Segundo o extrato, o contrato tem valor de R$ 721 mil

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