Política / Transparência

Promotoria investiga interferência de grupo, via redes sociais, em trabalho de Conselho Tutelar

Conselho Tutelar de Três Lagoas pediu apuração sobre difamação cometida por integrantes de página dedicada a grupo de mães do município

Humberto Marques Publicado em 31/10/2021, às 11h34

Sede de Conselho Tutelar de Três Lagoas
Sede de Conselho Tutelar de Três Lagoas - PMTL/Divulgação

O MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) abriu investigação para apurar suposta interferência nos trabalhos do Conselho Tutelar de Três Lagoas –a 338 km de Campo Grande– por um movimento popular com atuação em redes sociais.

A apuração, sob sigilo, foi oficializada na quarta-feira (27) pelo promotor Fernando Marcelo Peixoto Lanza, que atua na área de Infância e Juventude.

Conforme edital publicado no Diário Oficial do MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) da próxima quarta-feira (3), já disponível para consulta, o inquérito civil foi solicitado pelo Conselho Tutelar de Três Lagoas tendo como requerido o Movimento Popular Mães Unidas por Três Lagoas.

O objetivo do trabalho é “apurar a situação de que um grupo de pessoas intituladas como ‘Mães Unidas’ vem interferindo na atuação do Conselho Tutelar, utilizando das redes sociais para proferir acusações inverídicas, sensacionalistas e difamando os membros conselheiros”.

Na página em questão no Facebook, que faz referência a um movimento existente há, pelo menos, 8 anos, foram encontradas duas postagens recentes com referência textual direta a conselheiros tutelares: uma referente a audiência que tratou da eleição para o órgão, em 2019, e outra com acusações pessoais contra uma pessoa que integraria o Conselho no município.

A reportagem, tentou, sem sucesso, contatar o movimento por meio de ligação e mensagem via WhatsApp, mas não obteve resposta até a veiculação deste material. O espaço segue aberto para manifestação.

Jornal Midiamax