Governo de MS compra 115,8 mil seringas de bomba, que não devem ir para CoronaVac

A SAD-MS (Secretaria de Estado de Administração e Desburocratização) vai investir R$ 1 milhão na compra de 118,5 mil seringas de bomba. O extrato da ata de registro de preços foi publicado na edição desta sexta-feira (8) do DOE (Diário Oficial Eletrônico). A empresa Samtronic Indústria e Comércio venceu o pregão eletrônico. A seringa de […]
| 08/01/2021
- 14:45
Governo de MS compra 115,8 mil seringas de bomba, que não devem ir para CoronaVac
Reuniões estão sendo realizadas na Secretaria de Estado de Administração e Desburocratização. (Divulgação) - Reuniões estão sendo realizadas na Secretaria de Estado de Administração e Desburocratização

A SAD-MS (Secretaria de Estado de Administração e Desburocratização) vai investir R$ 1 milhão na compra de 118,5 mil seringas de bomba. O extrato da ata de registro de preços foi publicado na edição desta sexta-feira (8) do DOE (Diário Oficial Eletrônico).

A empresa Samtronic Indústria e Comércio venceu o pregão eletrônico. A seringa de bomba é específica para uso em bombas de infusão. Dessa forma, profissionais da saúde podem dosar a aplicação de medicamentos nos pacientes com mais precisão.

Apesar de, conforme a ata, as seringas oferecidas pela empresa serem de um modelo certificado para uso manual e em bomba, elas devem ser repassadas para unidades hospitalares. O governo abriu outro edital para comprar seringas especificamente para vacinar contra a .

Vacina

Governo de MS compra 115,8 mil seringas de bomba, que não devem ir para CoronaVac
Bomba de infusão da Samtronic. (Foto: Divulgação, Ebserh)

O Estado sinalizou interesse em adquirir 700 mil doses da CoronaVac, imunizante desenvolvido pelo Instituto Butantan em parceria com a farmacêutica chinesa Sinovac. Um edital prevê a compra de seringas e agulhas para esse fim.

Porém, o processo foi alterado para suprimir dispositivos do edital que exigiam das empresas participantes a apresentação de documento de requisitos ambientais para certificação pelo Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia).

A SAD informou que a supressão do item sobre a certificação pelo Inmetro se deu para corrigir uma duplicidade. De fato, o subitem 17.1 do termo de referência repete o dispositivo excluído, mas com a diferença de que o suprimido fazia parte das lista de exigências feitas às empresas na fase de propostas.

O infectologista de Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) e professor da (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul), Julio Croda explicou que a certificação do Inmetro está associada à qualidade do produto. Assim, o Estado está sujeito a comprar um produto de qualidade inferior. “Mas devido a pandemia, se tiver falta de seringas, não tem muita solução”, frisou.

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