Médicos afastados já tinham folha de ponto assinada até o fim do mês; vistoria ocorreu dia 27

Três médicos que atuavam na UBS (Unidade Básica de Saúde) do bairro Tiradentes foram afastados de suas funções por 60 dias. De acordo com o que foi apurado pela reportagem, um dos motivos seria que, durante vistoria na unidade, que teria ocorrido no dia 27 de fevereiro, uma equipe técnica da Sesau (Secretaria Municipal de […]
| 01/03/2019
- 22:08
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Médicos afastados já tinham folha de ponto assinada até o fim do mês; vistoria ocorreu dia 27Três médicos que atuavam na UBS (Unidade Básica de Saúde) do bairro Tiradentes foram afastados de suas funções por 60 dias. De acordo com o que foi apurado pela reportagem, um dos motivos seria que, durante vistoria na unidade, que teria ocorrido no dia 27 de fevereiro, uma equipe técnica da (Secretaria Municipal de Saúde Pública) identificou que os profissionais já possuíam folha de ponto assinada, com horário de entrada e saída, até o final do mês.

Durante a vistora teriam sido constatadas folhas de frequências dos profissionais com assinatura e registro de jornada de trabalho fictícia, uma vez que já estavam assinalados horários de entrada e saída, com horários e datas até o final de fevereiro, um dia antes do mês terminar.

Além disso, o Jornal Midiamax também recebeu a informação de que os profissionais também se recusaram a cumprirem a carga horária total que lhes era prevista. Os profissionais também teriam sinalizado que não iriam atender pacientes encaminhados pelo CRS (Centro Regional de Saúde) e que se isso ocorresse a qualidade da consulta seria prejudicada.

Outro problema encontrado seria que os médicos alegaram que antes poderiam deixar os postos mais cedo e que a solicitação feita pela equipe técnica para cumprimento de um horário a mais, para atender a alta demanda da dengue, seria uma novidade da gestão e não seria acatada.

De acordo com publicação do Diogrande (Diário Oficial de Campo Grande), foram afastados preventivamente os médicos Jaqueline Nazarko da Cunha, Edson de Arruda Alves e Alex Bortotto Garcia.

Em nota, a Sesau afirmou que o afastamento dos profissionais foi necessário para que não “haja interferência na apuração dos fatos, mediante uma denúncia ou constatação de conduta indevida” durante a sindicância. O órgão ainda declarou que os médicos terão direito de defesa no processo de investigação que a secretaria abriu.

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