Política / Transparência

Órgãos públicos de MS são suscetíveis à corrupção, aponta relatório

Nesta quarta-feira (24), conselheiros do TCE-MS (Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso do Sul) aprovaram um processo referente à auditoria realizada em organizações públicas, para avaliar a suscetibilidade ao risco de fraude e corrupção em instituições com poder de compra anual superior a R$ 7 bilhões. Conforme relatório do processo, o cenário de […]

Cleber Rabelo Publicado em 24/04/2019, às 18h46 - Atualizado em 25/04/2019, às 08h56

Foto: TCE-MS/Mary Vasques
Foto: TCE-MS/Mary Vasques - Foto: TCE-MS/Mary Vasques

Nesta quarta-feira (24), conselheiros do TCE-MS (Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso do Sul) aprovaram um processo referente à auditoria realizada em organizações públicas, para avaliar a suscetibilidade ao risco de fraude e corrupção em instituições com poder de compra anual superior a R$ 7 bilhões.

Conforme relatório do processo, o cenário de suscetibilidade das instituições públicas em MS, é preocupante. A maior parte das organizações não adota práticas preventivas de combate ao surgimento de casos de fraude e corrupção, além de não possuir capacidade para identificar casos em andamento, investigar e responsabilizar os envolvidos.

As organizações públicas estaduais se mostraram ‘menos frágeis’, se comparadas com as municipais. Porém, apenas 6% dessas organizações estaduais apresentam situação considerada ‘aceitável’ no combate à fraude. Em relação aos municípios, a auditoria operacional concluiu que todos apresentaram grau alto de suscetibilidade.

O relatório aponta ainda, que as causas estão relacionadas ao baixo nível de adesão das organizações, às boas práticas de prevenção, detecção, investigação, correção e monitoramento. Dos 1,1 mil gestores pesquisados, que fazem parte do primeiro e segundo escalão, 648 não possuem formação acadêmica, experiência técnica ou gerencial compatível com a natureza e complexidade do cargo que exercem.

Jornal Midiamax