Política / Transparência

Governo reajusta contrato da gasolina e vai pagar mais caro que valor indicado pelo Procon-MS

Valor do etanol pago à Taurus também ficou acima do recomendado

Joaquim Padilha Publicado em 30/05/2018, às 08h20 - Atualizado em 31/05/2018, às 09h34

Postos podem cobrar até R$ 4,39 pelo litro da gasolina. (Foto: Procon-MS)
Postos podem cobrar até R$ 4,39 pelo litro da gasolina. (Foto: Procon-MS) - Postos podem cobrar até R$ 4,39 pelo litro da gasolina. (Foto: Procon-MS)

Em meio à crise de abastecimento gerada pela greve dos caminhoneiros, que chega no seu décimo dia nesta quarta-feira (30), a SAD (Secretaria de Estado de Administração) reajustou os preços pagos pelo combustível dos carros oficiais do governo.

O custo da gasolina dos carros oficiais sofreu o maior reajuste: 12,18%. Em dezembro, o governo pagava R$ 3,94 pelo litro da gasolina. Com o reajuste, o valor do litro subiu para R$ 4,42.

O valor ficou acima do que o Procon (Superintendência para Orientação e Defesa do Consumidor) recomenda que seja praticado nos postos de combustíveis do Estado. O órgão sugere preços máximos de R$ 4,39 para os postos locais.

Foi divulgado também o preço pago pelo governo pelo litro do etanol, R$ 3,61. O valor que também ficou acima do recomendado pelo Procon, que sugeriu preço máximo de R$ 3,29 para o etanol nos postos do Estado. 

O óleo diesel comum dos carros oficiais também teve reajuste de 7,6%, subindo de R$ 3,68 para R$ 3,96 o litro, enquanto o diesel S-10 subiu de R$ 3,77 para R$ 4,08 o litro, um aumento de 8,22%.

O Consórcio Taurus Card é o fornecedor oficial do governo, por meio de um contrato corporativo que atende todas as pastas da administração estadual.

Segundo o superintendente do Procon, Marcelo Salomão, a regularidade dos preços depende da análise da nota de compra do contrato com a Taurus. “Nós não temos como definir se está regular ou não sem analisar a nota de compra”, afirmou.

“O posto compra o combustível da distribuidora, e alguns postos estão comprando com reajuste, e depois revendendo. Então pode ser que o aumento esteja sendo repassado da distribuidora”, afirmou.

Segundo a apostila assinada pelo secretário de Estado de Administração, Carlos Alberto de Assis, o reajuste dos preços foi necessário para “assegurar o equilíbrio econômico-financeiro do contrato”.

Para calcular a porcentagem dos reajustes, o governo considerou a média do preço máximo divulgado pela ANP (Agência Nacional de Petróleo), por meio da pesquisa Síntese de Preços Praticados em Mato Grosso do Sul.

Jornal Midiamax