Quatro dias após dizer que confia no Governo, MP abre apuração contra Reinaldo

Denúncias revelam envolvimento do Governo em esquema
| 30/05/2017
- 01:20
Quatro dias após dizer que confia no Governo, MP abre apuração contra Reinaldo

Denúncias revelam envolvimento do Governo em esquema

Quatro dias depois de informar que confia na “atuação democrática dos representantes do povo”, o MPE (Ministério Público Estadual) decidiu investigar o envolvimento de políticos de Mato Grosso do Sul, entre eles o governador Reinaldo Azambuja (PSDB), em suposto esquema de cobrança de propina para concessão de benefícios fiscais. Em nota divulgada nesta segunda-feira, o MP diz que pediu ao STF (Supremo Tribunal Federal) que documentos da delação dos empresários da JBS sejam compartilhados.

A nota é assinada pelo procurador-geral em exercício, Humberto Brittes, mas a apuração deve ser comandada pelo procurador-geral Paulo Passos, que está de férias.

Segundo o MP, quando tiver acesso aos documentos encaminhados pela JBS à Procuradoria-Geral da República, o órgão executará “medidas que se fizerem necessárias à apuração de responsabilidade por eventuais atos de improbidade administrativa praticados, ora afetos à atribuição deste Parquet Estadual”.

O procurador também afirma que nova denúncia feita por empresários do Estado que reforçam a existência de suposto esquema de propina também motivou a decisão do MP em abrir procedimento para apurar o Governo.

“Foi instaurado o competente Procedimento Preparatório no âmbito desta Procuradoria-Geral de Justiça para a colheita de elementos de prova para a elucidação dos mencionados fatos e responsabilização dos eventuais envolvidos”, afirmou Brittes.

Confiança

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A declaração foi dada pelo procurador durante visita de Azambuja ao MP, em”peregrinação” feita por ele para se defender das acusações dos delatores da JBS.

No dia seguinte, a assessoria de imprensa do órgão explicou ao Jornal Midiamax que a declaração de Passos na íntegra foi a seguinte: “confia na atuação democrática e republicana dos representantes do povo, o que não os isenta de serem investigados pelas instâncias federais e estaduais competentes para tanto. Em uma república todos são iguais e, portanto, são submetidos ao império da lei”.

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