Conselho também quer posicionamento da Câmara

O Conselho Superior do Ministério Público de Mato Grosso do Sul transformou em diligência o julgamento da denúncia de que o ex-prefeito de Campo Grande Gilmar Olarte teria usado o jato particular de João Baird e João Amorim a uma viagem oficial à Brasília. A decisão, do dia 26 de abril, foi publicada na edição desta quarta-feira do Diário Oficial do órgão.

O conselheiro relator Hudson Shiguer Kinashi determinou que o procedimento preparatório retornasse à 31ª Promotoria de Justiça do Patrimônio Público e Social da comarca de Campo Grande.

O órgão de execução do Ministério Público deve informar se já foi instaurado ou não o procedimento administrativo. O relator também pede que o órgão verifique se há resposta da Comissão Permanente de Controle e Eficácia Legislativa e se o presidente da Câmara Municipal responderam os ofícios encaminhados pelo órgão.

O jatinho, dos proprietários da Proteco Construções e da Itel Informática, atualmente incorporada à Mil Tec Informática, era usado como ‘agrado’ aos políticos de Mato Grosso do Sul, uma espécie de táxi aéreo privado, segundo levantamento da Polícia Federal durante a Operação Lama Asfáltica.

Entre os usuários estava o ex-governador André Puccinelli (PMDB), flagrado pela Polícia Federal entrando no jatinho dos empresários. Ex-secretário de Obras do governo Puccinelli, Edson Giroto também foi flagrado pela Polícia usando o avião particular.