Política / Transparência

MPE-MS pede arquivamento de 1 dos 4 inquéritos contra diretor do Detran

Denúncias anônimas apontam irregularidades cometidas por Gerson Claro

Ludyney Moura Publicado em 05/08/2016, às 11h50

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Denúncias anônimas apontam irregularidades cometidas por Gerson Claro

O MPE-MS (Ministério Público Estadual) solicitou o arquivamento de um inquérito contra o diretor-presidente do Detran-MS (Departamento Estadual de Trânsito), Gerson Claro Dino (PSB), e outros dois, com o mesmo objeto, ainda estão sendo apurados pelos promotores.

Ao menos quatro inquéritos já foram abertos, em três promotorias, para apurar irregularidades cometidas, em tese, pelo diretor-presidente do Detran, que vão desde uso de carro oficial para fins particulares até transferência de pontos para CNH (Carteira Nacional de Habilitação) de terceiros.

Um deles, o Inquérito Civil nº 06.2016.00000226-0, que tramitou na 29ª promotoria da Capital e apurava se Gerson Claro havia utilizado servidor comissionado do Detran par assuntos particulares, se havia usado o site do órgão para fins pessoais, se transferiu irregularmente multas de trânsito e se usou de forma indevida veículo oficial, foi solicitado promoção de arquivamento.

No pedido de arquivamento do inquérito, o promotor responsável pelo caso, Fernando Martins Zaupa, não encontrou ‘nenhuma comprovação categórica e com força bastante para se apontar sua ocorrência, em termos de benefício pessoal e em caráter privado’. Agora o Conselho Superior do MPE precisa aprovar a solicitação do procedimento que corre confidencialmente.

Os inquéritos mais recentes, publicados em 22 de junho, o Inquérito Civil nº 06.2016.00000819-8, e ontem, 4 agosto, o Inquérito Civil nº 06.2015.00000237-8, possuem como assunto (objeto a ser investigado) ‘Apurar eventual ato de improbidade administrativa decorrente do suposto uso de veículo oficial do DETRAN/MS para fins particulares, praticado, em tese, pelos Diretores Gerson Claro Dino e Aldenir Barbosa do Nascimento (que deixou o órgão no final de 2015)’.

Estes dois últimos tramitam na 31ª Promotoria de Justiça do Patrimônio Público e Social da Comarca de Campo Grande, sob responsabilidade do promotor Henrique Franco Cândia, e estão, ambos, não disponíveis para consulta online, o que impede visualização do andamento do procedimento. 

Jornal Midiamax