Política / Transparência

Empresas prestariam serviços mesmo distantes mil quilômetros de Camapuã

Repasses mensais chamaram a atenção

Evelin Cáceres Publicado em 21/10/2016, às 14h52

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Repasses mensais chamaram a atenção

As investigações do Gaeco em Camapuã tiveram início após denúncias dos vereadores da oposição sobre prefeito Marcelo Duailibi (DEM) que analisaram balancetes da Prefeitura e, de acordo com o site Camapuã News, os parlamentares teriam percebido que mais de 15 empresas recebiam todos os meses em torno de R$ 13 mil a R$ 16 mil, justificados como fornecedores de material de construção, mas sem licitação.

Dentre as empresas que venderam para o município de Camapuã, muitas se encontram a mais de mil quilômetros de distância do município, como Cáceres, Sinop, Cuiabá e Rondonópolis, todas em Mato Grosso; Embu das Artes (SP) e aproximadamente dez pequenas empresas em Campo Grande.

A terceira fase da Operação Tempestade, deflagrada nesta sexta-feira (21) em Camapuã, distante 146 quilômetros de Campo Grande, teve como alvos o prefeito da cidade, que também é sócio de uma empreiteira, e dois empresários da Capital, conduzidos coercitivamente à sede do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) para prestar depoimento.

O Grupo realizou três mandados de busca e apreensão em Camapuã no gabinete do Prefeito Municipal, Marcelo Pimentel Duailibi, em sua casa e no escritório da Empresa Engesat Engenharia, que possui como sócio o prefeito municipal.

Na Capital, dois mandados de busca e apreensão foram cumpridos em uma empresa de contabilidade localizada no centro e em uma casa no bairro Jardim Tijuca. As pessoas responsáveis pela empresa e pela casa também foram conduzidas ao Gaeco, mas não tiveram os nomes revelados pelo MPE-MS (Ministério Público do Estado de Mato Grosso do Sul).

A terceira fase da Operação Tempestade tem como objetivo principal a apuração de desvio de dinheiro público do município de Camapuã através de licitações fraudulentas de obras públicas e pagamentos ilegais a empresas. Apura-se, assim, a prática dos crimes de peculato, corrupção ativa e passiva e organização criminosa.

Jornal Midiamax