Política / Transparência

Governo ainda procura dinheiro que Puccinelli prometeu para hospital

Segundo Reinaldo, Executivo não está 'mar de rosas' anunciado pelo antecessor

Midiamax Publicado em 06/01/2015, às 13h17

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Segundo Reinaldo, Executivo não está ‘mar de rosas’ anunciado pelo antecessor

O governador de Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja (PSDB), disse não ter localizado, até o momento, dinheiro que seu antecessor, André Puccinelli (PMDB), disse em várias ocasiões estaria disponível para conclusão das primeiras etapas dos hospitais regionais de Dourados e Três Lagoas.

Somente no caso do Hospital Regional de Dourados, o governo estadual assinou, em outubro do ano passado, contrato de R$ 19,9 milhões com a Stenge Engenharia para a construção do prédio. “O prazo para execução dos serviços será de 540 dias consecutivos, contados da data de recebimento da ordem de serviço”, trouxe o extrato de assinatura, na ocasião.

Puccinelli disse, em várias ocasiões, que não haveria tempo hábil para concluir as obras destes hospitais em seu mandato. No entanto, garantia que deixaria verbas para a conclusão da primeira etapa dos projetos.

“Ainda não encontramos a conta com este dinheiro”, disse na manhã desta terça-feira (6) o novo governador. Ele reafirmou que vai priorizar outras unidades hospitalares, já existentes, em detrimentos destas obras, sob justificativa de ampliar com agilidade a capacidade de atendimento à população.

Conforme Reinaldo, “em um primeiro momento”, abrindo mão de continuar as obras dos hospitais em Três Lagoas e Dourados, será possível disponibilizar, respectivamente, 40 e 100 novos leitos hospitalares. Isto porque o governo promete redirecionar verbas para hospitais já em funcionamento, porém com estrutura ociosa.

Sem mar de rosas

O novo governador reclamou da herança deixada por Puccinelli. Segundo ele, a situação do Executivo “não era aquele mar de rosas todo anunciado, teve um monte de maldades”.

Entre elas, complementou, está o fato de o governo ter reduzido o valor do duodécimo repassado aos poderes ao longo de oito anos para, ao fim do mandato, ter reajustado o valor, encarecendo o custeio da máquina pública estadual, deixando a conta para o novo governo pagar.

Jornal Midiamax