Política / Pimenta

Servidores descobrem que colegas fazem o mesmo e ganham muito mais com gratificação pessoal em MS

O penduricalho, supostamente usado para driblar transparência, seria mantido secreto até entre assessores

Da Redação Publicado em 25/11/2021, às 11h11

Tudo começou com nomeado que vive jogando no computador, e virou embrião que promete agitar negociação salarial em MS
Tudo começou com nomeado que vive jogando no computador, e virou embrião que promete agitar negociação salarial em MS - (Ilustração sobre reprodução, Web)

Servidores públicos estão revoltadíssimos em Campo Grande com a descoberta de que colegas fazem exatamente as mesmas tarefas (às vezes até menos) e ganham muito mais com 'gratificação pessoal'. O penduricalho extremamente personalizado supostamente foi criado originalmente para driblar a transparência nos salários dos nomeados.

Como a descoberta aconteceu em órgão de Mato Grosso do Sul onde minoria tem concurso público no currículo, tem gente achando que a revolta pode dar dor de cabeça aos gestores. E, segundo contam, tudo começou com nomeado que só aparece no local de trabalho para jogar paciência no computador.

Assim, a folga do apaniguado irritou a equipe e acabou despertando curiosidade sobre quanto custa aos cofres públicos. Foi aí que veio a surpresa: outros nomes foram consultados com manobra para driblar todo mistério que cerca as tais gratificações pessoais e os valores revoltaram quem trabalha de verdade.

Gratificação Pessoal é identificada 'nome a nome'

Agora, tabelinha impressa às pressas corre de mão em mão e pode espalhar o descontentamento. De cara, dirigentes sindicais sempre pelegos ficaram expostos com os 'mimos' salariais que recebem da chefia.

Além disso, haveria já flagrantes de irregularidades como gratificação pessoal extrapolando em muito os 100% do salário base, que seria limite legal. Em alguns casos, servidores que aparecem no opaco portal da transparência do órgão recebendo 2 mil reais levariam mensalmente para casa quase R$ 11 mil.

Além de driblar a legislação da transparência pública, o dispositivo deixaria na mão de quem está na mesa das decisões a escolha nominalmente identificada dos agraciados. Ou seja, é o famoso 'escolhido a dedo', com identificação nome a nome e nenhuma listagem pública. 

Como oficialmente a justificativa legal é de que o adicional é 'concedido de acordo com a especificidade da função exercida, podendo ser de até 100% aplicado aos vencimentos do servidor', quem faz exatamente as mesmas tarefas teria direito a receber o penduricalho no mesmo patamar dos privilegiados, analizam os puxadores da pretensa revolta que tenta se espalhar gabinetes afora.

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