Política / Pimenta

Ajustamento de conduta nunca acontece e aumentam suspeitas sobre 'farra de acordos' em Mato Grosso do Sul

Gabinete da blindagem estaria abusando das negociações que liberam flagrados sem cobrar verdadeiro ajustamento de conduta

Da Redação Publicado em 19/10/2021, às 09h00

Pressa para fechar acordos que beneficiam poderosos de todos os tipos levanta suspeitas em MS
Pressa para fechar acordos que beneficiam poderosos de todos os tipos levanta suspeitas em MS - (Ilustração sobre reprodução, Web)

Desídia com a responsabilidade constitucional ganhou uma modalidade nova em Mato Grosso do Sul com o que alguns já chamam de 'farra dos acordos'.

O que deveria ser recurso extraordinário para promover o ajustamento de condutas flagrantemente erradas acabou virando jeito de fingir que o trabalho foi feito sem irritar quem tem poder e manda de verdade no gabinete da blindagem, sediado em Campo Grande.

Internamente, já ecoam até suspeitas sobre os termo$ de alguns acordos que, de tão ridículos e inacreditáveis, irritam quem trabalhou de verdade nos casos e se desdobrou para cumprir a missão do órgão. "A missão só existe nas propagandas da chefia", lamentam alguns.

Segundo técnicos que acompanham de perto os trabalhos e se revoltam com as verdadeiras manobras para preservar quem manda ou tem grana, as negociatas estariam ignorando indícios e flagrantes de ilícitos graves, além de sinais de atuação sistemática do crime organizado com ramificações em algumas instituições públicas de Mato Grosso do Sul.

E a principal prova da ineficácia dos tais acordos vergonhosos é que as condutas continuam sem qualquer tipo de ajustamento.

De acordo com os críticos da prática altamente suspeita, concessionários continuam pisoteando termos de concessões, grupos criminais continuam passando cargas e cargas para manter MS como corredor franco do contrabando, descaminho ou narcotráfico e políticos continuariam cometendo ilícitos mesmo após flagras que foram reduzidos aos benéficos acordos.

"O grupo arraigado atualmente no controle do órgão tem a desfaçatez de anunciar o número de acordos como se representassem produtividade. Na verdade, são efeito da falência institucional. São prova cabal da vinculação plena da atuação ao poder criminal que se articula e arvora nas instituições públicas regionais", diagnostica quem não concorda com a 'farra dos acordos'.

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