Ex-chefe do MPF em MS está cotado para assumir vaga de Janot, diz jornal

Nome seria o preferido de Temer
| 24/04/2017
- 22:38
Ex-chefe do MPF em MS está cotado para assumir vaga de Janot, diz jornal

Nome seria o preferido de Temer

O secretário-geral do Ministério Público da União, Blal Yassine Dalloul que, por 25 anos, atuou no Ministério Público Federal, em Mato Grosso do Sul, a maior parte do tempo como procurador-chefe da República, é um dos fortes nomes para ocupar a vaga do chefe do PGR (Procuradoria Geral da República(, , que deixa o cargo em setembro deste ano. A mudança é estratégica para o governo federal, em razão das investigações da Lava Jato, operação que apontou o maior esquema de corrupção já documentado n o Brasil.

O Jornal Folha de S.Paulo publicou no fim de semana indica que Dalloul é uma preferência do presidente da República, Michel Temer (PMDB). Para o presidente, segundo a publicação, o perfil do substituto deve ser este: alguém ligado a Janot e que passe a ideia de ininterrupção das investigações acerca da maior operação contra a corrupção que se tem notícia no Brasil, a Lava Jato.

Secretário-geral da PGR há quase um ano, Dalloul é próximo a Janot e quem define a etapa da troca do procurador-chefe da República é o presidente Temer.

Temer já avisou que vai concordar com a lista tríplice da Associação Nacional dos Procuradores da República, entidade que coordena a votação interna e passa a lista dos três procuradores mais votados ao presidente. Contudo, ainda conforme a Folha,  deixou a entender que não é intenção nomear o primeiro da relação, como já fizeram os ex-presidentes Lula e Dilma Roussef, desde 2003.

Já há uma discussão entre os procuradores da República em torno do nome do ex-chefe da procuradoria da República em MS. Dizem que Dalloul pode enfrentar resistência porque normalmente segue para lista tríplice nomes de subprocuradores.

Se isso ocorrer, o governo de Temer já teria preparado uma defesa: Gilmar Mendes e Joaquim Barbosa, quando nomeados ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) eram procuradores regionais, não subprocuradores, e isso daria legitimidade a escolha de Blal Dalloul.

Se a estratégia acerca de Blal fracassar, dizem aliados de Temer, a ideia é convencer Rodrigo Janot, que já disse que não quer mais chefiar a PGR – está no segundo mandato – em continuar por lá até 2019.

QUEM É

Nascido em 25 de setembro de 1961, em Campo Grande, Blal Dalloul, formou-se em Direito, na Faculdades Unidas Católicas de Mato Grosso, a Fucmat, hoje UCDB (Universidade Católica Dom Bosco), em 1986.

Quatro anos depois, em 1990, completou pós-graduação em direito privado, ainda na então Fucmat.

Por concurso público, Dalloul entrou no MPF, em junho de 1985, onde ocupar cargo de agente administrativo até 1996.

Ainda 1996, por concurso, virou procurador da República. Por um ano ocupou o cargo em Presidente Prudente, interior de São Paulo. Depois vem para Campo Grande onde ficou até o fim de 2012. Já em janeiro de 2013 foi para Brasília.

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