Política / Justiça

Em liberdade, PRF chega escoltado para depor e tem proteção contra fotos

'Segurança foi concedida pelo tribunal', alegou a defesa

Midiamax Publicado em 05/04/2017, às 19h19

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'Segurança foi concedida pelo tribunal', alegou a defesa

Respondendo em liberdade, por homicídio doloso qualificado e tentativa de homicídio contra duas pessoas, o policial rodoviário federal Ricardo Hyun Soo Moon, teve escolta reforçada e proteção contra fotos durante a 1ª audiência do caso, nesta quarta-feira (5), na 1ª Vara do Tribunal do Júri.

De cabeça baixa durante a oitiva de seis testemunhas de acusação e da vítima Agnaldo Espinosa da Silva, de 48 anos, Ricardo escolheu sair antes da finalização da audiência, pela porta lateral da sala. Ao lado de fora, dois agentes federais à paisana e policiais militares impediram a aproximação da imprensa, inclusive para fotos.

Rapidamente, o réu deixou a sala na companhia de seu advogado Renê Siufi e 'escapou' dos repórteres fotográficos, situação diferente de demais réus que respondem em liberdade. A defesa disse ao Jornal Midiamax que a escolta foi concedida pelo próprio tribunal e não a pedidos do réu.

Oito pessoas estavam programadas para serem ouvidas, sendo elas, duas vítimas que estavam no carro e seis testemunhas de acusação, porém, uma divergência de endereços impediu que a intimição chegasse à vítima, de 17 anos. 

Os dados foram atualizados, nesta quarta-feira, e o juiz Carlos Alberto Garcete definiu a audição do jovem para o próximo dia 12 de março, quando o próprio réu e as testemunhas de defesa serão ouvidas.

No próximo dia 11, o juiz Carlos Alberto Garcete ouvirá os peritos responsáveis pelo laudo realizado na camionete da vítima e de dois delegados de polícia, em razão da suspeita de crime de fraude processual.

No mesmo despacho, em que a oitiva dos peritos e delegados foi determinada, o magistrado deferiu, o ingresso da mãe da vítima como assistente de acusação do Ministério Público.

O crime

Ricardo Sun Moon passou de policial a réu na madrugada do dia 31 de 2016, quando envolveu-se em uma confusão no trânsito, e atirou contra Adriano e as outras duas pessoas que estavam com ele no carro, Agnaldo Espinosa da Silva e o enteado de 17 anos. O empresário morreu na hora. Moon alegou legítima defesa, versão que não prosperou nem no inquérito da Polícia Civil nem na análise do Ministério Público Estadual.

Uma reconstituição com todos os envolvidos e também testemunhas foi realizado no dia 11 de janeiro de 2017. Na data, Moon estava preso em virtude a um mandado de prisão preventiva, mas no dia 1º de fevereiro, ele ganhou a liberdade. Em resposta, o MPE entrou com recurso pedindo que o policial fosse novamente preso e também respondesse pelo crime de fraude processual, o que foi negado pelo magistrado em despacho anterior.

Ainda assim, a denúncia feita pelo MPE pelo homicídio já foi aceita e o processo segue até que o juiz decida se o policial vai ou não a júri popular pelos crimes contra a vida dos quais é acusado.

Jornal Midiamax