Política / Justiça

Moradores da Coophavila 2 reelegem presidente, mas processo é questionado na Justiça

A população do bairro Coophavila 2, região sul de Campo Grande, reelegeu, neste domingo (23), pelo terceiro mandato consecutivo Maria Bernadete de Carvalho como presidente da Associação de Moradores do local. Apesar dos 608 votos, de um total de 690 votantes, favoráveis, a eleição está sendo questionada na Justiça. Muitos moradores da região afirmam que […]

Arquivo Publicado em 23/02/2014, às 22h05

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A população do bairro Coophavila 2, região sul de Campo Grande, reelegeu, neste domingo (23), pelo terceiro mandato consecutivo Maria Bernadete de Carvalho como presidente da Associação de Moradores do local. Apesar dos 608 votos, de um total de 690 votantes, favoráveis, a eleição está sendo questionada na Justiça.

Muitos moradores da região afirmam que não conseguiram votar por não terem nome na lista, mesmo tendo feito o cadastramento estabelecido pelo estatuto da entidade. O funcionário público, João Camargo, 40 anos, e sua mulher foram dois dos que não conseguiram participar da votação. “Está é a terceira eleição que não consigo votar e moro aqui há 16 anos”, afirma.

O servidor afirma ter feito cadastramento no início de janeiro. “A Bernadete e o outro que queria se candidatar foram em casa fazer o cadastramento. Eu tenho câmera em casa e isto pode ser comprovado”, afirma. João afirma ter sido hostilizado pelos fiscais no momento em que tentou executar seu voto e seu nome não foi encontrado na lista.

Na sexta-feira (21), os moradores conseguiram na Justiça a impugnação da eleição em virtude das irregularidades apontadas, porém na madrugada deste domingo, a decisão foi revertida e a eleição acabou ocorrendo.

Em janeiro, a população já havia procurado a reportagem do Midiamax alegando fraude nas eleições. Segundo eles, não foi tirada uma comissão eleitoral para ficar responsável pelo processo, assim como determina o estatuto da entidade.

Além disso, eles alegavam má-fé na divulgação das datas para inscrições de chapa. No dia 23 de dezembro, o edital para convocação da eleição foi publicada no jornal de grande circulação da Capital, fixando o dia 10 de janeiro como prazo máximo de inscrição de chapas. Porém, no jornal do bairro, de dezembro de 2013, a presidente declarou que o prazo para inscrições da chapa seria até dia 25 de janeiro. Com isto, apenas a chapa da atual presidente foi inscrita.

De acordo com a membro da Comissão Eleitoral, a advogada Vanda de Paula, 42 anos, durante todo o período da eleição, que ocorreu das 8 às 17 horas, nenhuma reclamação formal chegou ao conhecimento da comissão. Além disso, ela ressalta que para votar não basta ser morador do bairro, mas também ser sócio da entidade. “Muitas pessoas chegaram aqui com um comprovante de residência para votar, mas não possuíam cadastro”, afirma.

Sobre o fato de a eleição estar sendo questionada, ela afirma que tudo está sendo discutido judicialmente e se a Justiça verificar alguma irregularidade no processo outra eleição será realizada. Segundo ela, a comissão eleitoral só foi formada, após o período de inscrições de chapa. Apesar de estar na comissão, Vanda afirma não morar mais no bairro.

A reportagem tentou falar com a atual presidente da Associação de Moradores do Coophavila 2, porém a apuração estava ocorrendo a portas fechadas e o número de telefone se encontrava indisponível nesta tarde.

Jornal Midiamax