Política / Justiça

Lusa aciona conselho e divide responsabilidade por Justiça

“É impossível jogar a Série B”, afirmou o presidente da Portuguesa, Ilídio Lico, em evento realizado na noite de segunda-feira, em São Paulo. O dirigente se disse confiante no trabalho que o Ministério Público faz na investigação do polêmico rebaixamento no Campeonato Brasileiro, pela escalação irregular do meia Héverton, mas já movimenta o clube quanto […]

Arquivo Publicado em 18/02/2014, às 12h58

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“É impossível jogar a Série B”, afirmou o presidente da Portuguesa, Ilídio Lico, em evento realizado na noite de segunda-feira, em São Paulo. O dirigente se disse confiante no trabalho que o Ministério Público faz na investigação do polêmico rebaixamento no Campeonato Brasileiro, pela escalação irregular do meia Héverton, mas já movimenta o clube quanto à possibilidade de acionar a Justiça comum contra a decisão da CBF.


“Estamos aguardando o Ministério Público. Talvez não tenhamos a necessidade de entrar (na Justiça comum), mas amanhã (terça-feira) teremos uma reunião com o Conselho para assumirmos a responsabilidade em conjunto: os poderes do clube, mais os conselheiros”, explicou o dirigente, esperançoso pela atuação de Roberto Senise Lisboa, citado nominalmente diversas vezes.


Promotor de Justiça do Consumidor da Capital, Roberto apresentou ação civil pública com objetivo de anular a decisão do STJD de retirar os pontos da Portuguesa por conta da escalação irregular de Héverton. Essa ação identifica a CBF como co-ré por ser responsável pela organização e administração dos campeonatos e execução dos atos do STJD. Isso rebaixaria o Fluminense e manteria o time paulistano na elite.


“Vocês sabem como foi: se a Portuguesa errou alguma coisa, a CBF também errou. Para isso tem a Justiça. Para que possa resolver o que é direito tanto para um como para outro”, afirmou Lico, que diz não considerar planos para a disputa da Série B do Brasileiro, embora a tabela da competição já tenha sido divulgada com o Fluminense na elite. Outra batalha jurídica já é preparada no Canindé.


“Queremos responsabilizar também os conselheiros (pela decisão de acionar a Justiça comum). Hoje, eles são 240. Marcamos uma reunião para todos assumirmos esse compromisso. Já recebi mais de 150 e-mails de torcedores, todos favoráveis a entrar na Justiça comum”, explicou o dirigente. “Em hipótese nenhuma trabalho com a possibilidade de jogar a Série B. Minha cabeça está na Série A”, complementou.

Jornal Midiamax