Política / Justiça

“Injustiça e exclusão” ainda são marcas nos países do Mercosul, diz Gilberto Carvalho

Os países do Mercosul ainda estão distantes de atingir o chamado governo participativo, avaliou Gilberto Carvalho, ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, ao participar hoje (3) da mesa de debates Democracia Participativa e Cidadania: O Papel dos Governos Democráticos, evento preparatório para a 14ª Cúpula Social do Mercosul que ocorrerá de 4 a 6 […]

Arquivo Publicado em 03/12/2012, às 22h33

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Os países do Mercosul ainda estão distantes de atingir o chamado governo participativo, avaliou Gilberto Carvalho, ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, ao participar hoje (3) da mesa de debates Democracia Participativa e Cidadania: O Papel dos Governos Democráticos, evento preparatório para a 14ª Cúpula Social do Mercosul que ocorrerá de 4 a 6 de dezembro, em Brasília.

“Estamos muito longe ainda de atingirmos o nosso sonho. Injustiça e exclusão são marcas muito presentes em nossos governos. As chamadas democracias participativas estão muito longe de serem conseguidas, sobretudo no que diz respeito à participação política e à economia”, disse.

Carvalho destacou que o Brasil avançou no que diz respeito ao combate à exclusão. O tema entrou em pauta, a partir de 2002, no primeiro mandato do presidente Lula. Mais de dez conferências nacionais foram feitas, intensificando o diálogo e a tentativa de inserir nas políticas públicas diversos segmentos da sociedade. O ministro ressaltou, no entanto, que não basta ficar no diálogo, no debate, é preciso ação. “É necessário que essas conferências não acabem se tornando uma espécie de teatro, de encenação. Elas precisam de fato ter uma consciência prática, senão as pessoas vão se cansar disso.”

A representante da Rede Brasileira pela Integração dos Povos (Rebrip)-Instituto Equit, Graciela Rodriguez, defendeu o Programa Mercosul Social e Participativo como uma forma de trazer o cidadão para o debate. Segundo ela, os governos precisam ampliar o diálogo com a sociedade ouvindo todos os segmentos: os movimentos indígenas, os povos originários, os quilombolas, entre outros. Na avaliação dela, esse diálogo não estaria consolidado na maioria dos países membros. “Movimento social não é uma mesma coisa. Vários não são escutados. Devemos pensar neles para a construção de uma nação soberana”, disse.

Jornal Midiamax