Política / Justiça

Justiça afasta novamente o secretário de saúde de Aquidauana

O juiz da 2ª Vara Cível de Aquidauana, José de Andrade Neto, determinou nesta terça-feira o afastamento do secretário de saúde de Aquidauana, Paulo Reis (PMDB), concunhado do prefeito Fauzi Suleiman (PMDB). Reis é acusado pelo promotor de Justiça de Defesa do Patrimônio Público e Social da cidade, José Maurício de Albuquerque, de supostamente ameaçar […]

Arquivo Publicado em 21/06/2011, às 20h16

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O juiz da 2ª Vara Cível de Aquidauana, José de Andrade Neto, determinou nesta terça-feira o afastamento do secretário de saúde de Aquidauana, Paulo Reis (PMDB), concunhado do prefeito Fauzi Suleiman (PMDB). Reis é acusado pelo promotor de Justiça de Defesa do Patrimônio Público e Social da cidade, José Maurício de Albuquerque, de supostamente ameaçar funcionários de sua pasta que teriam feito denúncias contra ele.


De acordo com o site Pantanal News, testemunhas ouvidas pelo promotor relataram as ameaças que o secretário teria feito mesmo depois de afastado do cargo, em abril desse ano – ele foi reconduzido a pasta por conta de uma liminar expedida pelo Tribunal de Justiça (TJMS).


A decisão de primeira instância é válida por 180 dias e cabe recurso. Neto é o mesmo juiz que, em abril deste ano, determinou o afastamento do prefeito Fauzi Suleiman, do secretário de saúde Paulo Reis e do procurador jurídico do município, André Lopes Beda.


Para o juiz, “o afastamento cautelar do Gerente de Saúde Paulo César Rodrigues dos Reis é medida que se impõe, como forma de se preservar a integridade da instrução processual, visto que Paulo vem impedindo o Ministério Público de ter acesso a documentos necessários à investigação e, o que é mais grave, vem proferindo ameaças contra os servidores municipais que procuram denunciar junto ao Ministério Público suas irregularidades e que servirão como testemunhas neste feito.”


Na sua decisão, o juiz chama a atenção da sociedade e das autoridades, escrevendo em negrito, em um grifo próprio: “É chegada a hora de a sociedade exigir publicamente das autoridades constituídas, que tenham atitudes concretas e firmes em defesa da COLETIVIDADE [letras maiúsculas escritas pelo juiz]. Não se pode mais tolerar que, em havendo fundadas suspeitas da prática de ilícitos envolvendo o patrimônio público, prefira-se manter uma autoridade pública no cargo, para que seus interesses individuais não sejam lesados”. (Com informações do site Pantanal News)

Jornal Midiamax