Política / Justiça

Confusão marca esclarecimento da Justiça sobre acusações contra juiz de MS

Para esclarecer denúncias feitas contra o juiz federal de Mato Grosso do Sul, Odilon de Oliveira, a corregedora do Tribunal Regional Federal (TRF) da 3ª Região, Suzana Camargo, realizou coletiva de imprensa na manhã desta quinta-feira (12), no auditório da Justiça Federal, no Parque dos Poderes em Campo Grande. A coletiva foi marcada por acusações […]

Arquivo Publicado em 12/05/2011, às 15h28

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Para esclarecer denúncias feitas contra o juiz federal de Mato Grosso do Sul, Odilon de Oliveira, a corregedora do Tribunal Regional Federal (TRF) da 3ª Região, Suzana Camargo, realizou coletiva de imprensa na manhã desta quinta-feira (12), no auditório da Justiça Federal, no Parque dos Poderes em Campo Grande.


A coletiva foi marcada por acusações por parte de quatro agentes do Presídio Federal, que realizaram denúncias contra Odilon em carta pública. Eles citam na nota que Odilon estaria implicado num esquema de corrupção. O magistrado teria recebido “a quantia de um milhão e meio – não esclarecendo se em reais ou em dólares – para não atrapalhar a extradição de Juan Carlos Abadia [traficante colombiano, já mandado para os EUA].


A discussão foi quente.  Um dos agentes exonerados, Ivanilton Morais Mota, se exaltou por diversas vezes, alegando que a corregedora Suzana Camargo havia sido ‘ludibriada’ por informações desencontradas.


Camargo defendeu publicamente o juiz federal Odilon de Oliveira, afirmando que investigações não apontaram nenhum indício de irregularidades na conduta do magistrado.


Segundo a corregedora Suzana Camargo, a questão da extradição nem seria de responsabilidade do juiz de MS. “Abadia estava em jurisdição de São Paulo, o Odilon não teria poder nenhum sobre isso. Essas denúncias só tem objetivo de minar o trabalho dos magistrados, é como ameaçar a família”, defendeu Camargo.


Ao ouvir a posição da corregedora, os agentes afirmaram que as investigações foram ‘manipuladas’, que os responsáveis diretos estariam ‘mentindo’, e chegaram a exigir uma reunião reservada com Camargo.


“Vocês terão direito de ser ouvidos pela Justiça no decorrer do processo”, limitou-se a dizer a corregedora Suzana Camargo.


Com as constantes interferências, a coletiva teve que ser interrompida por cerca de 20 minutos, e os quatro agentes retirados do auditório.


Na saída, os ex-agentes penitenciários Yuri Mattos Carvalho e Valdemir Ribeiro Albuquerque, foram detidos avenida Mato Grosso, perto do Comper e encaminhados para a superintendência do órgão. A informação ainda não foi confirmada pela PF.


Informação ainda não confirmada indica que os outros dois ex-agentes também serão detidos.

Jornal Midiamax