O titular da Seilog (Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística), Helio Peluffo, autorizou Rudi Fiorese, ex-secretário de Infraestrutura de e atual servidor comissionado da pasta, a conduzir veículos oficiais.

Rudi é um dos alvos de busca e apreensão da Operação Cascalhos de Areia, deflagrada na semana passada em Campo Grande. De acordo com a publicação, o servidor foi designado pelo secretário da Seilog para conduzir veículos da secretaria.

Segundo o decreto, o servidor poderá conduzir veículos exclusivamente em serviço, conforme a categoria para o qual está habilitado, com prazo até dezembro deste ano.

Operação Cascalhos de Areia

A operação Cascalhos de Areia realizou busca e apreensão em 19 locais na quinta-feira (15) em Campo Grande e Terenos. De acordo com informações obtidas pelo Jornal Midiamax, foram alvos o ex-secretário de Infraestrutura de Campo Grande, Rudi Fiorese, empreiteiros já investigados pelo MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) e servidores da pasta.

Entre os empreiteiros estão André Luiz dos Santos, dono da ALS Construtora, Paulo Henrique Silva Maciel e Edcarlos Jesus Silva, donos da Engenex Construções e Serviços Ltda; Adir Paulino Fernandes, da JR Comércio e Serviços Eireli, e Mamed Dib Rahim, da M D Rahim Comércio e Serviços.

Além deles, também foi alvo o engenheiro civil Mehdi Talayeh, que ocupa o cargo de Superintendente de Serviços Públicos na Secretaria de Infraestrutura e Serviços Públicos da Prefeitura Municipal de Campo Grande, órgão que também foi alvo de buscas na operação.

Todas as empreiteiras têm contratos desde 2018 na Prefeitura de Campo Grande, ou seja, durante a gestão do ex-prefeito Marquinhos Trad. Os servidores que foram alvo também foram nomeados pelo ex-prefeito.

Por celular, Rudi Fiorese informou que não faria nenhuma declaração sobre a operação. A assessoria do órgão onde ele trabalha atualmente, a Agesul (Agências Estadual de Gestão de Empreendimentos), informou que Fioresi “é engenheiro e presta serviços para a secretaria. Vamos aguardar as investigações avançarem. Ainda é prematura a possibilidade de pensar em exoneração”.