O assessor parlamentar do senador Nelsinho Trad (PSD) foi exonerado do cargo nesta terça-feira (13). A demissão de Gilmar Nantes Peixoto, do cargo em comissão que ocupava no Senado Federal, foi publicada no Diário Oficial da União.

Conforme dados do Portal da Transparência do Senado, o servidor comissionado estava lotado entre os funcionários do senador Nelsinho Trad, com remuneração mensal de R$ 6.080,09. Nas redes sociais, o servidor possui postagens relacionadas ao PSD e em apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro.

Ainda na segunda-feira (12), assessoria do senador emitiu nota dizendo que o servidor seria exonerado após o crime. “O senador Nelsinho Trad tomou conhecimento, nesta segunda-feira (12) sobre a ocorrência, e já pediu o afastamento do assessor. A exoneração será publicada oficialmente amanhã (13)”, dizia a nota.

Demissão acontece após agressões e prisão

Gilmar Nantes Peixoto, de 46 anos, foi preso em flagrante no domingo (11) por violência doméstica em Campo Grande. No momento da abordagem, ele se identificou para os policiais como assessor do senador Nelsinho.

Conforme detalhado no boletim de ocorrência, Polícia Militar foi acionada após a mulher ser agredida por Gilmar. A vítima teve ferimento grave no rosto, com hematoma e sangramento no nariz.

Ela precisou ser socorrida e encaminhada até uma unidade de saúde. Já o assessor de Nelsinho foi detido em flagrante por lesão corporal dolosa, qualificada por violência doméstica.

O assessor foi levado para a Deam (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher) e passa por audiência de custódia nesta terça-feira (13).

Histórico de ameaça

Em 2022, Gilmar foi denunciado por ameaçar de morte o namorado da ex-companheira. Ele teria perseguido a vítima, dizendo “Se afasta dela, vai ser melhor para você”.

Ainda segundo informações da polícia, em outubro de 2022 o autor teria encontrado o casal em um bar de Campo Grande e ameaçado o namorado da ex. “Eu vou matar você, vou te esperar lá fora”, teria dito.

Outras ameaças ainda teriam sido feitas ao casal. Em maio deste ano, Gilmar foi denunciado pelo MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) por portar ilegalmente uma pistola Glock 9mm.

No dia dos fatos, em abril de 2022, ele teria agredido um homem em uma choperia. Depois, chegou a sacar a arma de fogo e fazer ameaças. O crime teria acontecido após divulgação de notícias sobre o acusado.