CCJR mantém veto a projeto de lei que proibia erotização nas escolas de MS

Com manutenção do veto, projeto de lei foi arquivado
| 27/04/2022
- 09:43
Paulo Duarte foi relator na CCJR do veto ao projeto de lei
Paulo Duarte foi relator na CCJR do veto ao projeto de lei - Reprodução

Veto total ao projeto de lei 231/2019 de autoria do deputado Capitão Contar (PRTB), que proibia a erotização através de danças nas escolas de Mato Grosso do Sul, foi mantido pela CCJR (Comissão de Constituição, Justiça e Redação), em análise nesta quarta-feira (27).

Na Comissão, Paulo Duarte (PSB) foi o relator. Ele leu o veto total do Poder Executivo ao projeto de lei que gerou debate na Assembleia Legislativa, mas aprovado em março deste ano pela maioria dos parlamentares.

Sendo assim, com o veto, Duarte ponderou haver muitas dúvidas levantadas e não respondidas na proposta. “Um exemplo, a que se voltaria o comando proibitivo, estilos e ritmos inteiros poderiam ser suprimidos para dar cumprimento às regras?”, perguntou.

Ainda segundo a relatoria, foi questionado de quem seria a decisão de proibir as danças nas escolas. “De um ou de vários para analisar a proibição? Cada escola tomaria sua própria decisão? A possibilidade de cada escola sobre o que poderia ou não ser permitido, poderia dar divergência entre as redes e âmbitos de ensinos”.

O relator do veto disse que devido à contrariedade aos comandos de liberdade artísticas, o emprego da arte e no âmbito escolar, seria comprometido. “As regras da educação deveriam contar com a participação de profissionais especializados. A concepção de gestão democrática no ensino decorre da Carta Magna e com isso, o assunto deve ser abordado com mais profundidade do que foi apresentado”.

Por fim, Duarte disse entender pela manutenção do veto jurídico. “Há ausência de gestão democrática, pela desvalorização do professor e possível perseguição acadêmica”.

Os demais membros da comissão, Evander Vendramini (PP), (Podemos) e Barbosinha (PP), seguiram o voto do relator. Segundo Rinaldo, a CCJR analisa a questão jurídica. “Os professores têm responsabilidade e temos que confiar na figura dos diretores, coordenadores e professores”.

Barbosinha defendeu ser subjetivo atribuir qual dança e atividade tem conteúdo de sexualização precoce. “É importante acreditar no ambiente escolar e nos pais”.

Projeto de lei

Protocolado em 2019 por Contar na Assembleia Legislativa, o projeto causou grande repercussão entre os parlamentares e também entre professores e a classe artística. Para passar pela CCJR, a proposta precisou ser adequada e com emenda substitutiva, o projeto dava competência ao professor adequar as danças. Com a mudança, o projeto visava conscientizar, chamava atenção para o exagero.

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