Câmara de Ribas do Rio Pardo cria comissão para julgar pedido de cassação do prefeito

Processo anterior foi arquivado e nova comissão processante irá julgar a denúncia contra João Alfredo Danieze
| 20/05/2022
- 19:05
João Alfredo Danieze
João Alfredo Danieze - Divulgação

A de Ribas do Rio Pardo apresenta a resolução do projeto que cria a CPP (Comissão Processante Parlamentar) que julgará o pedido de cassação do prefeito João Alfredo Danieze (PSOL), durante a sessão extraordinária desta sexta-feira (20).

A leitura do documento define a criação da comissão que irá analisar o pedido de cassação do prefeito, baseando na denúncia do vereador Nego da Borracharia que aponta possíveis irregularidades nas medições, no pagamento e na ausência de notas fiscais referentes ao contrato com a Tec Faz.

Após a leitura da resolução, os vereadores votam o projeto de resolução que vai criar definitivamente a comissão processante, na próxima terça-feira (24).

Irregularidades

Por apresentar irregularidades dentro do processo, o primeiro pedido de cassação que era analisado pela Câmara no início do ano foi arquivado. A comissão então desfez o processo e para seguir com a análise da denúncia, protocolou novamente o ação que pede pela cassação de mandato de João Alfredo.

A primeira votação da CPP ocorreu no último dia 10, onde os vereadores aprovaram por 7x2 a tramitação de uma denúncia que aponta ‘grave lesão aos cofres públicos’.

Entenda

Nego da Borracharia aponta ser possível constatar diversas irregularidades nas medições, no pagamento e na ausência de notas fiscais referentes ao contrato com a Tec Faz. Segundo o vereador, tudo ocorreu com o pleno conhecimento de João Alfredo, que já teria gasto mais de R$ 800 mil com locações, máquinas e caminhões da empresa só até 18 de novembro de 2021.

“Ao ignorar as efetivas quilometragens e permitir o pagamento de forma equivocada e ainda aceitar realizar pagamentos sem notas fiscais, o Denunciado somente demonstrou seu caráter autoritário e a falta de ética ao atuar frente ao Poder Público, situação que não se pode permitir”, diz o vereador.

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