Política

Votação do relatório de Simone Tebet à PEC da Reforma Eleitoral é adiada

Senadora recomendou rejeição da volta das coligações partidárias

Marcelo Nantes Publicado em 15/09/2021, às 12h00

Votação do relatório de Simone Tebet à PEC da Reforma Eleitoral foi adiado
Votação do relatório de Simone Tebet à PEC da Reforma Eleitoral foi adiado - Arquivo

Um pedido de vista acabou por adiar a votação do relatório da senadora Simone Tebet (MDB/MS) à Proposta de Emenda à Constituição da Reforma Eleitoral (PEC 28/2021). A senadora sul-mato-grossense recomendou a aprovação do projeto, mas barrou os artigos que resgatam a volta das coligações. A votação na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) ficou para a reunião da próxima semana.

Em seu relatório, Tebet retirou outros pontos do texto aprovado em agosto, pela Câmara dos Deputado. Ela manteve, no entanto, o incentivo a candidaturas de mulheres e pessoas negras. As mudanças eleitorais precisam ser aprovadas até 2 de outubro, a tempo de valerem para as eleições de 2022.

Segundo Simone, as coligações distorcem a vontade do eleitor, ao eleger candidatos com orientações políticas diferentes daqueles escolhidos, além de aumentar a fragmentação partidária e dificultar a governabilidade.

“O eleitor sempre sabe em quem vota; nunca sabe, contudo, a quem seu voto ajudará a eleger. Muitos partidos implicam muitos acordos, num investimento maior, portanto, de tempo e recursos políticos para construir e manter coalizões governamentais. O resultado pode ser paralisia decisória, descontentamento dos eleitores, perda de legitimidade dos governos”, avaliou a senadora. 

As coligações em eleições proporcionais estão proibidas desde a promulgação da Emenda Constitucional 97, de 2017, e não puderam ser usadas nas eleições municipais de 2020.

O pedido de vista foi feito pelo senador Jorginho Mello (PP-SC).

Fonte: Agência Senado

Jornal Midiamax