Membro da bancada feminina, Soraya aguarda PSL para anunciar voto à presidência do Senado

Colega de bancada feminina e de estado, Simone Tebet (MDB-MS) é candidata ao comando do Senado e ainda sonha com apoio de Soraya.
| 25/01/2021
- 20:51
Membro da bancada feminina, Soraya aguarda PSL para anunciar voto à presidência do Senado
Simone e Soraya, senadoras de MS, Kátia Abreu e Leila Barros (Foto: Roque de Sá/Agência Senado) - Simone e Soraya, senadoras de MS, Kátia Abreu e Leila Barros (Foto: Roque de Sá/Agência Sena

A senadora Soraya Thronicke (PSL-MS) declarou ao Midiamax que vai esperar a definição de seu partido para decidir seu voto à presidência do Senado. O voto de Soraya, membro da bancada feminina, pode levar o a um momento histórico, pois, se eleita, Simone Tebet (MDB-MS) será a primeira mulher a presidir o Congresso Nacional.

A indefinição se deve a Major Olímpio (PSL-MS). Embora diante de uma vitória improvável, o senador se lançou candidato à presidência da Casa. Mas o aceno ainda pode não se oficializar, conforme sinalizou Soraya Thronicke.

“Ele [Major Olímpio] disse que vai [ser candidato], mas não depende só dele. Acho que o PSL vai ser o último a declarar. Nós não nos posicionamos ainda”, disse ela, que participou da posse do desembargador Carlos Eduardo Contar na presidência do (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul), na última sexta-feira (22).

“Eu vou acompanhar o partido e o partido ainda não se definiu, ainda estamos calados. Vou ter que ir na linha do meu partido. Tem que respeitar”, completou.

Acontece que a bancada do PSL é composta apenas por Soraya e Major Olímpio. O segundo já se descolou da figura do presidente Jair Bolsonaro – hoje sem partido, mas eleito pela mesma sigla. Soraya, por outro lado, não.

O alinhamento ideológico com Bolsonaro importa, uma vez que ele apoia o principal adversário de Simone Tebet na corrida pelo comando do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG). O rival já teria os 41 votos necessários para ser eleito, enquanto a sul-mato-grossense contaria com aproximadamente 30. Compõem o senado 81 senadores, as mudanças ocorrem até o momento da votação. O voto para a eleição é secreto, o que torna o resultado imprevisível. 

Assim, a emedebista chega na reta final da campanha tentando “virar” votos. Simone defende a independência do Senado, nem a favor nem contra o presidente. Em entrevista ao jornal Estado de São PauloSimone chegou a declarar que não vê cenário propício para um impeachment de Bolsonaro.

Sem Soraya, Simone tem metade dos votos da bancada feminina no Senado

Na bancada feminina, a sul-mato-grossense já teria metade dos 12 votos. Além de seu próprio, Simone conta com os apoios de Leila Barros (PSB-DF), Mara Gabrilli (PSDB-SP), Eliziane Gama (Cidadania-MA), Rose de Freitas (MDB-ES) e Nilda Gondim (MDB-PB), segundo levantamento do Estadão.

Mas a emedebista já adiantou que Soraya deve votar nela caso a candidatura de Major Olímpio não se concretize. Durante agenda em Campo Grande com o candidato à presidência da Câmara dos Deputados, Baleia Rossi (MDB-SP), Simone Tebet revelou “conversa positiva” com a colega do PSL.

As eleições no Congresso ainda não têm data definida, mas devem ser realizadas na primeira semana de fevereiro, assim que o parlamento voltar do recesso.

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