Política

Em MS, Bolsonaro lembra do tereré e defende cloroquina: ‘o bucho é meu’

Presidente fez discurso contra lockdown e defendeu novamente medicações sem eficácia

Renata Volpe Publicado em 14/05/2021, às 12h07

Presidente chega a evento em Terenos.
Presidente chega a evento em Terenos. - Foto: Marcos Ermínio/Jornal Midiamax

O presidente da República Jair Bolsonaro (sem partido), esteve em Terenos entregando títulos da reforma agrária nesta sexta-feira (14) e lembrou de quando morou em Nioaque, tomava tereré e chupava guavira. Ele ainda falou sobre o uso da cloroquina e disse que ‘o bucho é dele’.

Ele lembrou de quando morou no Estado e plantou 30 hectares de arroz. “Nunca mais esquecerei Nioaque. Meu churrasquinho e mandioca, ou tomar tereré e chupar minha guavira. Em dia do pagamento ir em Ponta Porã, são  recordações que fazem parte da minha vida”.

Sobre a pandemia, Bolsonaro disse não ser médico. “Eu não sou médico quando tenho problema de estômago eu tomo Coca-Cola. O bucho é meu”.

O presidente falou que quando foi infectado pela Covid-19, logo chamou o médico. “Eles cuidam de mim, tive que chamar quando estava com todos os sintomas. Peguei a cloroquina, o médico falou que era pra esperar, e eu disse: a saúde é minha”.

Bolsonaro disse que ninguém sabe sobre a doença. “Depois de tomar a cloroquina, no outro dia eu tava bom”. Apesar da fala do presidente, a cloroquina, no entanto, é cientificamente compradava como ineficaz para o combate do coronavírus - assunto que já foi exaustivamente divulgado por boa parte da comunidade médica.

Ainda no discurso, o presidente disse ter perdido parentes para a Covid. “Eu já perdi parente para Covid, amigos. Se vocês tivessem ficado em casa, a cidade teria sucumbido”.

Jornal Midiamax