Política

CPI: Simone defende acareação para apontar responsáveis por compra suspeita de vacina

Senadora defendeu convocação de Pazuello e outros ex-chefes no Ministério da Saúde

Adriel Mattos Publicado em 28/06/2021, às 15h50

None
Foto: Reprodução/Facebook

A líder da bancada feminina no Senado Federal, Simone Tebet (MDB-MS), defendeu nesta segunda-feira (28) a realização de acareação coletiva entre os principais nomes que passaram pelo Ministério da Saúde sobre as denúncias de irregularidades na compra da Covaxin, vacina indiana contra a Covid-19.

Simone destacou a necessidade de descobrir quem deixou de investigar a denúncia, levada a público pelo chefe de importação do Departamento de Logística do Ministério da Saúde, Luis Ricardo Miranda, à CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Pandemia.

“Precisamos primeiro convocar o líder do governo [na Câmara], deputado [federal] Ricardo Barros [PP-PR], para chegarmos à materialidade da denúncia. Temos aqui indícios de favorecimento, fraude de contrato, tráfico de influência e advocacia administrativa”, disse em entrevista à GloboNews.

A parlamentar apontou que é necessário apurar se houve prevaricação da parte do presidente da República, Jair Bolsonaro, ou do ex-ministro da Saúde, Eduardo Pazuello. A cúpula da CPI estuda denunciar Bolsonaro por esta suposta omissão.

Ela defendeu uma nova oitiva do ex-ministro Eduardo Pazuello. “É importante colocarmos na mesma mesa o Pazuello, o [ex-secretário-executivo] Élcio Franco e a [analista em saúde] Regina Célia [Silva de Oliveira”, afirmou, em referência à servidora que teria autorizado a importação da Covaxin.

A servidora e os antigos chefes da pasta seriam confrontados com o presidente da Precisa Medicamentos, Francisco Maximiano, que representa a Bharat Biotech, fabricante da vacina. Barros seria ouvido separadamente.

Na sexta-feira (25), pressionado por Simone e outros parlamentares, o deputado federal Luis Miranda (DEM-DF) revelou que o presidente Jair Bolsonaro responsabilizou o líder do governo pelas irregularidades na compra da vacina.

“Se for preciso, podemos ter uma ou duas acareações. O importante é ter nome e CPF dos envolvidos para esclarecermos o que aconteceu”, destacou a emedebista na entrevista.

Jornal Midiamax