Política

Wilson Sami assina pedidos de CPI após delação e participação no Desafio Midiamax

O vereador Wilson Sami (MDB) é o sexto vereador de Campo Grande a assinar os pedidos de instauração de CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para investigar o Consórcio Guaicurus. O parlamentar resolveu aderir ao requerimento após a revelação da delação do advogado Sacha Reck, na qual admite que houve fraude na licitação de 2012, e […]

Richelieu Pereira Publicado em 01/08/2019, às 13h38 - Atualizado às 18h45

Vereador Wilson Sami durante passagem pelo Terminal Júlio de Castilho. (Foto: Marcos Ermínio / Jornal Midiamax).
Vereador Wilson Sami durante passagem pelo Terminal Júlio de Castilho. (Foto: Marcos Ermínio / Jornal Midiamax). - Vereador Wilson Sami durante passagem pelo Terminal Júlio de Castilho. (Foto: Marcos Ermínio / Jornal Midiamax).

O vereador Wilson Sami (MDB) é o sexto vereador de Campo Grande a assinar os pedidos de instauração de CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para investigar o Consórcio Guaicurus. O parlamentar resolveu aderir ao requerimento após a revelação da delação do advogado Sacha Reck, na qual admite que houve fraude na licitação de 2012, e também ouvir os usuários do transporte coletivo quando participou do Desafio Midiamax.

“Teve a novidade da delação premiada e andamos de ônibus. Apesar de não encontramos nada forte, a reclamação [da população] é geral, e a gente não pode relevar isso aí. Quem não deve não teme, então vamos tocar o barco para frente, por isso que eu assinei”, justificou Sami nesta terça-feira (1º)

O emedebista se junta aos outros cinco colegas que assinaram o pedido de CPI antes do recesso: Vinicius Siqueira (DEM), André Salineiro (PSDB), Cida Amaral (Pros), Doutor Lívio (PSDB), e Doutor Loester (MDB). Caso consigam mais quatro assinaturas, serão abertas duas CPIs. Uma para investigar a fraude na licitação de 2012 e outra para apurar o descumprimento do contrato de concessão dos ônibus de Capital.

A delação

Divulgado com exclusividade pelo Jornal Midiamax, a delação de Sacha Reck, advogado que ajudou os empresários do Consórcio Guaicurus a ganharem a licitação em 2012, mantendo o monopólio do serviço por mais 20 anos, expõe como foi a fraude para o direcionamento do certame.

Sacha Reck relatou aos promotores de Justiça Vitor Hugo Nicastro Honesko e Leandra Flores, do Ministério Público do Paraná, sobre o acesso antecipado ao edital e a exigência da Prefeitura da Capital para que houvesse, no mínimo, uma segunda empresa concorrente no certame, além do Consórcio formado pela Viação Cidade Morena Ltda (empresa Líder), Viação São Francisco Ltda, Jaguar Transporte Urbano Ltda e Viação Campo Grande Ltda.

O advogado relata que o responsável pelo edital era um economista chamado Marcelo. Na época, a Agereg (Agência Municipal de Regulação dos Serviços Públicos) era presidida por Marcelo Luiz Bonfim do Amaral, com quem Reck afirma ter tido as primeiras tratativas quando houve a rescisão do contrato de concessão entre a Prefeitura e a Assetur (Associação de Empresas do Transporte Coletivo Urbano).

Na sequência, Sacha Reck relata como foi surpreendido com a determinação para que houvesse mais concorrentes na licitação, o que ele considerou “totalmente despropositado e sem lógica”, mas que acreditava ser uma forma de o município, à época administrado pelo agora senador Nelson Trad Filho (PSD), disfarçar as cartas marcadas com o Consórcio e dar ares de “regularidade” ao processo.

Tanto Nelsinho Trad como os integrantes do Consórcio Guaicurus negam possíveis irregularidades.

Jornal Midiamax