Política

‘Vou aguardar o Judiciário’, diz Marquinhos sobre fraude na licitação do Consórcio Guaicurus

O prefeito de Campo Grande, Marquinhos Trad (PSD), afirmou que vai aguardar a Justiça, quando indagado sobre a delação, cujo conteúdo aponta fraude no contrato do transporte público firmado entre o Consórcio Guaicurus e o município, em 2012. “A delação cabe ao MP [Ministério Público]. O que o Judiciário determinar que seja feito, nós vamos […]

Mayara Bueno Publicado em 01/08/2019, às 11h27 - Atualizado às 13h58

Prefeito de Campo Grande, Marquinhos Trad, durante evento nesta quinta-feira (1º). (Marcos Ermínio, Jornal Midiamax).
Prefeito de Campo Grande, Marquinhos Trad, durante evento nesta quinta-feira (1º). (Marcos Ermínio, Jornal Midiamax). - Prefeito de Campo Grande, Marquinhos Trad, durante evento nesta quinta-feira (1º). (Marcos Ermínio, Jornal Midiamax).

O prefeito de Campo Grande, Marquinhos Trad (PSD), afirmou que vai aguardar a Justiça, quando indagado sobre a delação, cujo conteúdo aponta fraude no contrato do transporte público firmado entre o Consórcio Guaicurus e o município, em 2012.

“A delação cabe ao MP [Ministério Público]. O que o Judiciário determinar que seja feito, nós vamos fazer”, disse brevemente nesta quinta-feira (1º) o chefe do Executivo municipal.

Em acordo de delação com o MP do Paraná, obtido com exclusividade pelo Jornal Midiamax, Sacha Reck, advogado que ajudou o Consórcio Guaicurus, confirmou que houve direcionamento na licitação do contrato dos ônibus em Campo Grande, em 2012, final da gestão de Nelson Trad Filho (PSD).

Na delação, Reck relata que atuou, na capital de Mato Grosso do Sul, com o mesmo esquema utilizado em diversas cidades do País para fraudar licitações dos serviços de ônibus em cidades brasileiras. Fora de MS as investigações caminharam e Sacha já foi condenado por improbidade no Distrito Federal.

Nesta quinta, Marquinhos questionou quando a colaboração premiada foi firmada no estado vizinho. “Há quase quatro anos e até hoje ninguém tomou nenhuma medida? Eu vou aguardar o Judiciário”. O acordo de Sacha com o MP do Paraná foi feito em julho de 2016.

Na volta dos trabalhos na Câmara Municipal, após o recesso parlamentar, o vereador Vinicius Siqueira (DEM) propôs a abertura de CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) – a segunda tentativa de apuração em torno do contrato com o Consórcio Guaicurus.

Para o parlamentar, é preciso investigar tanto as consequências do contrato, como já sugerido com o pedido de abertura da primeira CPI, como as suspeitas de processo licitatório fraudulento, segundo aponta a delação premiada do empresário.

Jornal Midiamax