Política

‘Para ser sincero, não sei se fica’, diz ministro da Ciência sobre presidente do Inpe

O ministro da Ciência e Tecnologia, Marcos Pontes, afirmou nesta sexta-feira (26) que ainda não sabe se o presidente do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Especiais), Ricardo Galvão, continua no comando do órgão. Pontes cumpre agenda na 71ª Reunião Anual da SBPC, realizada em Campo Grande. Galvão protagonizou nesta semana discussão via imprensa com o […]

Nyelder Rodrigues Publicado em 26/07/2019, às 17h47 - Atualizado às 18h36

Ministro Marcos Pontes, no SBPC (Foto: Leonardo de França/Jornal Midiamax)
Ministro Marcos Pontes, no SBPC (Foto: Leonardo de França/Jornal Midiamax) - Ministro Marcos Pontes, no SBPC (Foto: Leonardo de França/Jornal Midiamax)

O ministro da Ciência e Tecnologia, Marcos Pontes, afirmou nesta sexta-feira (26) que ainda não sabe se o presidente do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Especiais), Ricardo Galvão, continua no comando do órgão. Pontes cumpre agenda na 71ª Reunião Anual da SBPC, realizada em Campo Grande.

Galvão protagonizou nesta semana discussão via imprensa com o presidente Jair Bolsonaro (PSL) por causa dos dados sobre o desmatamento na Amazônia. O estudo aponta aumento de 88% na degradação da área verde e foi criticado por Bolsonaro. Em seguida, Galvão respondeu ao presidente, pela imprensa, o que desagradou Pontes.

“Não conversei com ele pessoalmente ainda. Para ser sincero, não sei se fica ou não fica, se vai ter clima para ficar, pois depois de tudo criou uma situação que é complexa, bem desagradável. Vamos conversar”, pondera o ex-astronauta.

O ministro ainda diz que tem apreço pelo trabalho feito no Inpe e que o instituto poderá continuar a fazer o seu trabalho rotineiro, contudo, apresentou argumentos para contrapor os resultados apresentados pelos pesquisadores.

“O estudo que apresentou 88% no aumento do desmatamento comparou junho de 2018 e 2019, mas se fossemos comparar o mês de março, houve redução de 49%”, frisa o ministro, que em seguida se esquivo e não respondeu questionado se o acesso aos dados referentes a desmatamento no Brasil deverão passar antes pelas suas mãos.

Contudo, ele frisa que o acesso imediato aos dados deve sofrer restrições. “O dado não é para ficar exposto, isso é dar a chave para o bandido [se referindo aos exploradores ilegais de madeira]. Vamos aperfeiçoar o sistema”, conclui Pontes.

Jornal Midiamax