Política

Mesmo em palco do MDB, deputado do PL nega aliança e fala em candidatura própria

Durante a convenção do MDB no domingo (15), um nome de fora do partido chamou a atenção em cima do palco, ao lado dos líderes da legenda em Mato Grosso do Sul. O jovem é o deputado estadual João Henrique Catan, que tem 31 anos, é filiado ao PL e é neto de Marcelo Miranda, […]

Nyelder Rodrigues Publicado em 17/12/2019, às 16h37 - Atualizado às 18h43

Catan foi apresentado no palco do MDB por André Puccinelli (Henrique Arakaki, Midiamax)
Catan foi apresentado no palco do MDB por André Puccinelli (Henrique Arakaki, Midiamax) - Catan foi apresentado no palco do MDB por André Puccinelli (Henrique Arakaki, Midiamax)

Durante a convenção do MDB no domingo (15), um nome de fora do partido chamou a atenção em cima do palco, ao lado dos líderes da legenda em Mato Grosso do Sul. O jovem é o deputado estadual João Henrique Catan, que tem 31 anos, é filiado ao PL e é neto de Marcelo Miranda, ex-governador e ex-presidente do MDB no Estado.

A presença de João Henrique no palanque foi aclamada por caciques emedebistas, como André Puccinelli e Waldemir Moka, inclusive o chamando à frente do público, fazendo sua apresentação para todos como um promissor político sul-mato-grossense.

Porém, mesmo diante das ‘sedas rasgadas’, o deputado diz que permanece no PL e nega uma aliança, ao menos para 2020, com o MDB. “É muito cedo ainda, mas o PL tem identidade própria, vontade própria e teremos candidatura própria. Será também um nome novo, diferente, alinhado com aquilo que representa a renovação”, frisa Catan.

O mais jovem parlamentar de Mato Grosso do Sul, contudo, aponta que a política é muito cíclica e é necessário ficar de olho no cenário para definir o futuro. A resposta foi dada ao ser questionado já sobre uma aproximação visando as eleições de 2022, principal objetivo dos emedebistas, como já deixaram público em várias situações.

“Fico extremamente agradecido e honrado [sobre elogios feitos no palco] por ter esse reconhecimento de pessoas que passaram pela política com grandes marcas e agora dando espaço para a juventude, como eu, com meu estilo de trabalhar. Mas só vim prestigiar o MDB pois recebemos diversos convites”, comenta o deputado.

Ainda segundo Catan, ele respeita “aquilo que mais temos de valor, que é a história”, já que o MDB é uma agremiação marcada por lutas, mas que ele tem posicionamento mais alinhado a direita, sendo mais conservador.

Na convenção do MDB que definiu Junior Mochi como novo comandante da legenda em Mato Grosso do Sul, Catan estava no palco e foi apresentado por André Puccinelli, recebendo uma ‘intimação’ do ex-governador na sequência. “Nós vamos encher o nosso partido. Recomendo que você faça o mesmo com o seu e se una com a gente”.

Jornal Midiamax