Política

Câmara diz que checou antecedentes de assessor e não constava nada

A Câmara Municipal de Campo Grande afirmou que os antecedentes criminais do assessor parlamentar que foi alvo de mandado de prisão foram checados antes dele ser contratado. Porém, na busca não foi encontrada nenhuma irregularidade. De acordo com a assessoria de imprensa da Câmara, os sistemas dos Tribunais de Justiça não são interligados, então, na […]

Daiany Albuquerque Publicado em 04/04/2019, às 13h59 - Atualizado às 17h13

Câmara de Campo Grande (Foto: CMCG)
Câmara de Campo Grande (Foto: CMCG) - Câmara de Campo Grande (Foto: CMCG)

A Câmara Municipal de Campo Grande afirmou que os antecedentes criminais do assessor parlamentar que foi alvo de mandado de prisão foram checados antes dele ser contratado. Porém, na busca não foi encontrada nenhuma irregularidade.

De acordo com a assessoria de imprensa da Câmara, os sistemas dos Tribunais de Justiça não são interligados, então, na busca, foi checada apenas os dados de Mato Grosso do Sul, onde não havia restrição a respeito de Helieverson de Souza Navarro.

Segundo processo que corre no TJMG (Tribunal de Justiça de Minas Gerais), o ex-servidor foi preso em flagrante em Juiz de Fora (MG), em agosto de 2012, por tráfico de cocaína. Ele foi condenado em primeira instância à pena de quatro anos, três meses e dez dias de prisão, em regime fechado.

O assessor parlamentar, que estava lotado no gabinete da vereadora Enfermeira Cida Amaral (PROS) foi exonerado na quarta-feira (3) após agentes à paisana da Polícia Civil terem ido até a Câmara para cumprir mandado de prisão contra ele, na terça-feira (2). A primeira informação era de que os policiais seriam da PF, porém, a assessoria de imprensa da unidade policial afirmou que o mandado não constava em seu sistema e que seria da justiça comum.

Em conversa com a vereadora na manhã desta quinta-feira (4), ela informou que conheceu o assessor durante a campanha, que Helieverson tinha conduta compatível com o cargo. Ele foi nomeado a aproximadamente cinco meses.

Logo após descobrir o fato, a parlamentar procurou o presidente da Casa, vereador João Rocha (PSDB), que decidiu pela exoneração do funcionário.

Até o fechamento desta matéria a reportagem não conseguiu confirmar se o pedido de prisão de Helieverson foi pelo crime cometido em Minas Gerais ou se por um novo, cometido em Mato Grosso do Sul.

Matéria atualizada para acréscimo de informação às 16h54.

Jornal Midiamax